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Tópico: Do Currículo à entrevista tudo o que você precisa para um ótimo Emprego INFÁLIVEL

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    Do Currículo à entrevista tudo o que você precisa para um ótimo Emprego INFÁLIVEL

    Elaboração de um bom currículo pode garantir entrevista
    Da Redação
    Em São Paulo


    Um currículo bem feito não é uma panacéia, mas facilita o caminho para conseguir entrevistas e ajuda a orientar os recrutadores. São enormes as chances de que um currículo mal feito seja relegado à pilha dos candidatos desinteressantes. Mas, se você conseguir produzir uma boa impressão, ele pode abrir portas.

    Para fazer um bom currículo, é preciso tomar certos cuidados:

    1) Não abuse da paciência do entrevistador
    Seja conciso, pois ninguém agüenta ler mais de três páginas. Para executivos jovens, uma página é suficiente. Executivos com mais tempo de carreira podem se estender mais e nestes casos, se o currículo for muito breve, parece que ele realizou pouca coisa. Use frases curtas e evite adjetivos. Deixe margens largas e não use letras muito pequenas, lembre-se de que a maioria dos recrutadores tem mais de 40 anos e já não enxerga tão bem.

    2) Vá ao ponto
    Quando se tem várias experiências anteriores, convém abrir o currículo com um sumário executivo no qual, em 30 segundos de leitura, o candidato exponha seu objetivo (exemplo: Cargo Executivo na Área Industrial ou Diretor/Gerente da Área Industrial) e relacione, em tópicos curtos, as experiências profissionais que justificam a pretensão. O sumário é desnecessário para quem só teve um ou dois empregos.

    3) A propaganda é a alma do negócio
    Recorra a softwares de editoração eletrônica e impressoras a laser para produzir um currículo bonito. Se você foi promovido várias vezes, é importante enfatizar isso. Itens de sua carreira que não colaboram com suas ambições devem ser pouco enfatizados ou postos de lado. Inicie as frases com verbos de ação, como construí, reduzi, administrei, organizei etc. Não conte o porquê de ter deixado os empregos anteriores. Isso é assunto para a entrevista.

    4) Cuidado com o português
    Erros de ortografia, gramática e digitação causam péssima impressão. Peça ajuda a quem conhece bem as regras do português para revisar o texto.

    5) Não se esconda
    Certifique-se de colocar nome, endereço e telefone logo no início da primeira página. Currículos são lidos rapidamente e essas informações são fundamentais para você ser encontrado...

    6) Evite
    Números de RG ou de título de eleitor são informações irrelevantes. Também não se deve informar raça, religião e filiação partidária, pois estes são assuntos que nada tem a ver com sua competência. Salários anteriores, pretensão salarial e referências só devem ser apresentados na entrevista.

    Os tipos de currículos

    Há três modelos básicos, o currículo cronológico, o currículo funcional e o cronológico-funcional. Saiba quando usar cada um deles.

    - Cronológico: apresenta as experiências profissionais na ordem cronológica inversa (as mais recentes primeiro) e permite expressar os resultados que alcançou em cada emprego. É a mais apreciada pelos entrevistadores, porque dá uma visão geral do crescimento na carreira.

    - Funcional: destaca funções e não os empregadores. É o melhor modelo para quem mudou de emprego com freqüência, teve outras carreiras ou experiências curtas, pois permite que essas informações, que não ajudam a conseguir o cargo pretendido, sejam pouco enfatizadas. Só no final se apresenta a relação cronológica dos empregadores.

    - Cronológico-Funcional: associa a ordem cronológica inversa dos empregadores com os cargos, realçando a experiência. É o modelo mais forte e comunicativo. É o mais adequado para quem teve uma carreira sólida e estável, e bastante experiência.

    Como lidar com os pontos fracos

    É possível minimizar suas fraquezas no currículo e, assim, aumentar as chances de ser chamado para uma entrevista. E, se você causar boa impressão no contato pessoal, os pontos fracos podem não fazer tanta diferença. Minimizar os defeitos é uma coisa, mentir é outra. Jamais inclua informações falsas, pois isso destrói sua credibilidade. Seguem algumas dicas:

    Ponto fraco: seus últimos empregos tiveram curta duração, depois de um longo período de estabilidade, ou não estavam relacionados com o cargo que você busca agora.

    - Solução: escreva o currículo na ordem cronológica, em vez da ordem cronológica inversa. Elimine empregos mais antigos. Assim, o primeiro emprego a aparecer será aquele que você quer mostrar ou aquele em que ficou mais tempo. Ou use o currículo funcional.

    - Ponto fraco: há grandes períodos de desemprego em seu currículo

    -Solução: não inclua datas exatas de entrada ou de saída dos empregos. Mencione somente os anos. Mas esteja preparado para explicar o que aconteceu na hora da entrevista.

    - Ponto fraco: você freqüentou uma universidade, mas não concluiu o curso.

    -Solução: nunca minta sobre suas qualificações. Mas você pode amenizar o ponto fraco dizendo que "estudou administração de empresas", embora não tenha se graduado. Descreva suas qualificações educacionais no final, não no início do currículo

    -Ponto fraco: você tem mais de 45 anos.

    -Solução: não mencione a idade nem os anos que freqüentou a universidade e elimine empregos antigos sem relevância, para parecer mais jovem.

    - Ponto fraco: você mora numa cidade, mas quer se mudar para outra.

    - Solução: empregadores hesitam em chamar candidatos de outras cidades. Providencie uma caixa postal ou um telefone de recados na cidade em que pretende trabalhar.

    Fonte: Como Conquistar um Ótimo Emprego, de Thomas Case

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    Veja três modelos básicos de currículo
    Da Redação
    Em São Paulo

    Há três modelos básicos, o currículo cronológico, o currículo funcional e o cronológico-funcional. Saiba quando usar cada um deles.
    • Cronológico: apresenta as experiências profissionais na ordem cronológica inversa (as mais recentes primeiro) e permite expressar os resultados que alcançou em cada emprego. É a mais apreciada pelos entrevistadores, porque dá uma visão geral do crescimento na carreira.
    • Funcional: destaca funções e não os empregadores. É o melhor modelo para quem mudou de emprego com freqüência, teve outras carreiras ou experiências curtas pois permite que essas informações, que não ajudam a conseguir o cargo pretendido, sejam pouco enfatizadas. Só no final se apresenta a relação cronológica dos empregadores.
    • Cronológico: Funcional: associa a ordem cronológica inversa dos empregadores com os cargos, realçando a experiência. É o modelo mais forte e comunicativo. É o mais adequado para quem teve uma carreira sólida e estável, e bastante experiência.

    Saiba como se preparar para uma entrevista de emprego
    Da Redação
    Em São Paulo

    É raro receber uma oferta de emprego logo na primeira entrevista. O mais comum é que o candidato seja submetido a duas ou três entrevistas, com profissionais de diferentes níveis de hierarquia na empresa. Até receber a proposta de emprego. Em multinacionais, esse processo pode ser mais longo. Em empresas pequenas, nas quais o poder decisório está nas mãos do patrão, pode ser mais rápido. No livro Como Conquistar um Ótimo Emprego, o consultor Thomas Case faz uma série de recomendações para a hora da entrevista. A seguir, seu roteiro:

    1 - Personalidades que agradam os pesquisadores
    Se o currículo é a forma de informar a empresa sobre sua formação e experiência, a entrevista tem a função de mostrar quem você realmente é. Algumas características pessoais e atitudes costumam causar boa impressão ao entrevistador:
    • Energético - Quanto mais vigor e disposição para trabalhar, melhor.
    • Motivado - Entusiasmo para superar dificuldades é uma qualidade requisitada.
    • Persistente - Mostre que você não desiste de tarefas até atingir o objetivo.
    • Responsável - Ninguém gosta de funcionários que não assumem responsabilidades.
    • Honesto - Não adiante apenas ser e parecer honesto. É bom apresentar referências que comprovem sua integridade.
    • Dedicado - O executivo que veste a camisa da empresa é peça fundamental.
    • Analítico - Inteligência e discernimento na hora de tomar decisões devem ser enfatizados.
    • Orientação para objetivos - Funcionários dispersivos não crescem na carreira.

    2 - Como se comportar na entrevista
    É importante adicionar às respostas doses generosas de entusiasmo e seriedade. Algumas dicas:
    • Ninguém gosta de pessoas negativas. Seja positivo e otimista..
    • Não feche portas. Se o entrevistador perguntar se você mudaria de cidade, diga que pode pensar a respeito. Dependendo da oferta, pode valer à pena.
    • Não fale mal de seus patrões anteriores ou de quem quer que seja.
    • Responda conhecendo de antemão a filosofia da empresa, para evitar trombadas.
    • Deixe claro que você procura desafio e envolvimento no trabalho.
    • Seja sempre objetivo. Quem dá respostas vagas, perde credibilidade.
    • Evite dar respostas curtas demais, como sim e não. Aproveite para comunicar suas qualidades, de modo sucinto.
    3 - Respostas para as perguntas mais freqüentes
    • Se o candidato estiver preparado para responder a questões que certamente serão feitas, terá mais chance de causar boa impressão:
    • Por que está deixando seu emprego atual? Se está empregado, deve dizer que busca novos desafios e oportunidades. Não fale mal da empresa atual. Se estiver desempregado, conte a verdade. Caso tenha sido demitido por um corte de custos, diga isso com todas as letras. Se o motivo for outro, diga que cometeu um erro -o de não ser suficientemente diplomático, por exemplo- aprendeu a lição e não o cometerá novamente. Essa resposta deve ser a mais curta possível. Se puder, dê referências de seu desempenho.
    • Quanto quer ganhar? Se você está empregado, seu poder de barganha é grande e você pode dizer que espera ganhar mais do que hoje. Explique sua remuneração direta e benefícios. Mas evite dar uma cifra. Deixe isso para a hora em que a oferta de emprego chegar. Se estiver desempregado, a melhor resposta é: "Sou flexível. Gostaria de ganhar de acordo com o mercado. Em meu último emprego ganhava o seguinte...”.
    • Quais seus objetivos de longo prazo? Seja objetivo: ser diretor de engenharia, por exemplo.
    • Quais seus objetivos de curto prazo? Seja específico: ser gerente de vendas, por exemplo.
    • Que você procura num emprego? Desafio, envolvimento e chance de contribuir com a empresa.
    • Por que acha que devemos contratá-lo? Conte como pode, com seu desempenho, gerar lucros para a empresa.
    • Você é capaz de trabalhar sob pressão e com prazos definidos? Escolha bons exemplos. Liste as cinco maiores realizações de sua carreira. Escolha bem e mencione as mais condizentes com os seus objetivos profissionais, de preferência recentes.
    • Qual seu ponto forte? Fale de características universalmente desejadas: entusiasmo, persistência, dedicação, responsabilidade e competência técnica.
    • Qual seu ponto fraco? Nunca mencione algo muito negativo. Responda coisas positivas, como ser exigente demais ou perfeccionista.
    • De quanto tempo precisa para trazer uma contribuição para nossa empresa? A partir do primeiro dia, e cada vez mais, à medida que conhecer melhor a organização.
    • Quanto tempo pretende ficar conosco? Enquanto houver oportunidade para crescer e contribuir com a empresa.
    • Que acha de seu chefe anterior? Não fale mal. Diga algo como "acho que é um profissional competente".
    • Que você não gostava no seu emprego anterior? Diga que gostava. Não se queixe.
    • Prontifica-se a substituir seu chefe? "Sem dúvida, sou ambicioso e quero crescer".
    • Você é um líder? Ajudou a aumentar lucros? Ajudou a reduzir custos? Responda objetivamente, com resultados.
    • Que seus subordinados pensam de você? "Sou respeitado e admirado"
    • Já admitiu funcionários? O que considera importante num colaborador? Competência, dedicação, boa índole e entusiasmo.
    • Já demitiu funcionários? Cite o último caso. Prefira um caso positivo.
    • Fale sobre você. Seja sucinto e focalize nos resultados. Não trate da vida pessoal.
    • Com que tipo de pessoa você tem dificuldade para trabalhar? Diga que se adapta às necessidades e se relaciona facilmente com todos..
    • Quais são as decisões mais difíceis para você? Mostre que é capaz de tomar as decisões necessárias de forma lógica. Mas, como ser humano, as decisões mais difíceis são as que envolvem a vida dos subordinados.
    • Se pudesse começar tudo de novo, que faria diferente? Mostre que é uma pessoa segura e diga que não mudaria nada de essencial..

    4 - Perguntas que você pode fazer ao entrevistador
    Sua capacidade em interferir no rumo da conversa vai impressionar o entrevistador. Algumas sugestões de perguntas que você poderia dizer:
    • Quais são os objetivos da empresa?
    • Como está mudando a organização na empresa?
    • Como essas mudanças vão afetar o trabalho para o qual estou sendo considerado?
    • Por quais novos resultados esse cargo vai ser responsável?
    • Que qualificações são necessárias para ter um bom desempenho nesse cargo?
    • Que aspectos do trabalho atual poderiam ter melhor desempenho?
    • Por que o desempenho não melhorou antes?
    • O que você desejaria ver no novo ocupante desse cargo?
    5 - Pesquisa a empresa
    Você deve informar-se muito bem sobre a empresa para não parecer despreparado para a entrevista. Procure saber o seguinte:
    • Que tipo de produtos vendem
    • Onde ficam as instalações.
    • Quantos funcionários têm.
    • Como se desenvolveu o negócio.
    • Quem são os concorrentes.
    • Quais as estratégias adotadas.
    • Que notícias sobre a empresa saíram nos últimos tempos em jornais e revistas especializadas.
    Para conseguir esse tipo de informação, você pode visitar o departamento de vendas da empresa e, sem mencionar que é candidato a uma vaga, conseguir catálogos. Se for constrangedor, peça a um amigo para fazer isso. Se a empresa for grande, haverá informações sobre ela em publicações como Melhores e Maiores, da Revista Exame, ou Balanço, da Gazeta Mercantil.
    6 - Outros cuidados na hora da entrevista
    O que fazer:
    • Chegue cedo e aproveite o tempo de espera para repassar mentalmente sua estratégia.
    • A aparência deve ser impecável e formal. Homens devem usar terno azul-marinho ou cinza. Mulheres, tailleur e sapatos não muito altos.
    • Dê um aperto de mão firme, nem muito forte nem muito fraco.
    • Sorria. Seja agradável, mas não informal.
    • Mire no entrevistador. Não desvie o olhar.
    • Responda às perguntas com entusiasmo.
    • Mantenha a postura ereta na cadeira.
    • Durma bem na noite anterior.
    • Escute o entrevistador para detectar o que ele quer.
    O que não fazer:
    • Não leve outra pessoa com você.
    • Não fume. Há empresas que até discriminam fumantes,
    • Não peça desculpas na hora de falar de seus pontos fracos.
    • Nunca use óculos escuros.
    • Jamais implore ao entrevistador que lhe dê trabalho.
    • Evite a curiosidade de olhar o que esta à mesa do entrevistador.
    • Não conte piadas.
    • Cuide bem do seu hálito.
    • Evite discussões sobre religião, política ou futebol.


    Quem tem medo de entrevista?

    As estratégias para você dar um show na conversa
    cara a cara e conquistar a grande chance
    de sua carreira

    Conseguir uma oportunidade no mercado de trabalho hoje em dia está cada vez mais complicado. Os concorrentes são muitos e as vagas escassas. A última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em agosto, apontava taxa de desocupação (percentual de desocupados em relação a população economicamente ativa) de 11,4%. Para entrar no mercado de trabalho, os jovens profissionais são bombardeados com testes de inglês, avaliações psicológicas, prova de conhecimentos gerais. Mas é na hora da entrevista que o bicho pega. Veja algumas dicas para escapar das armadilhas dos entrevistadores.

    ANTES

    Faça uma pesquisa completa sobre a empresa. Há quanto tempo ela está no mercado, quais os produtos, a reputação entre os concorrentes. Ela é lucrativa? Levante todos os números possíveis — faturamento, lucro, previsão de crescimento. Saiba quais são os valores e a missão da organização. Para isso, não poupe tempo ou recursos. Use todas as fontes de informação disponíveis. A internet é uma boa aliada nessa hora. Alguns guias, como o das Melhores Empresas Para Você Trabalhar, editado por EXAME E VOCÊ S/A, também são boas fontes de referência. Os melhores dados geralmente vêm de pessoas que conhecem os detalhes da companhia: funcionários, ex-funcionários e clientes. Revise e estude cuidadosamente seu currículo. Esteja pronto para explicar cada movimento e conquista que realizou ao longo da carreira.

    A ENTREVISTA

    Há vários tipos de entrevistas. A mais comum é aquela em que você senta frente a frente com o entrevistador e discute suas competências. Fala sobre os fatos ocorridos em sua carreira para justificar sua capacidade de assumir a nova posição. Nesse caso, há exigências típicas que variam de acordo com o tipo de empresa. Se você estiver pleiteando uma vaga numa empresa do setor financeiro, por exemplo, esteja preparado para fazer cálculos e resolver problemas que envolvem raciocínio. Se for para a área de consultoria, certamente o entrevistador lhe apresentará casos de empresas. Ou seja, um dilema empresarial ao qual você deve apresentar uma solução inteligente. Para empresas de varejo, esteja preparado para falar sobre produtos, estratégia de vendas e importância do consumidor.
    Independentemente do setor, há ainda as entrevistas que testam seu grau de estresse. Nesse caso, mais do que ouvir, o recrutador vai testar sua reação diante de situações-limite. Normalmente, ele já começa disparando observações sarcásticas e até agressivas.

    Se sua entrevista for durante o almoço, as orientações são as mesmas. Só que há um item a mais em julgamento: seus hábitos sociais. Para evitar escorregões, não peça pratos difíceis de comer nem o mais caro do menu e evite bebidas alcoólicas. Para conter despesas, muitas empresas estão optando por entrevistas por telefone nas primeiras etapas do processo ou ainda fazem as etapas preliminares pela internet. Você também precisa estar preparado para isso. Reserve uma sala tranqüila para receber a ligação ou, se for fazer pela internet, prefira um horário em que a casa esteja calma. Escreva antecipadamente alguns pontos importantes que gostaria de discutir e mantenha as anotações em mãos durante a conversa. Lembre-se de que o seu objetivo é conseguir agendar a entrevista pessoalmente.

    Independentemente do tipo de entrevista, você poderá ser bombardeado por perguntas de todo tipo. Eis alguns exemplos típicos usados pelos entrevistadores:

    1. O que você pode fazer por esta empresa?

    Sem conhecer os valores e objetivos da empresa, fica impossível responder a essa pergunta. Portanto, informe-se antes e procure avaliar como você poderá contribuir para que a companhia atinja suas metas. No fim das contas, o objetivo de qualquer profissional é resolver problemas... Portanto, se você conseguir identificar o problema da empresa e mostrar ao entrevistador como resolvê-lo, certamente estará um passo à frente dos concorrentes.

    2. Onde você se vê em cinco anos?

    Mostre que você traçou um plano consistente de carreira, sabe para onde quer ir e como quer chegar lá.

    3. Qual a sua expectativa de salário?

    Salário não deve ser discutido no início da conversa, só depois de conhecer todas as atribuições do cargo e de saber se a empresa irá contratá-lo. Aí sim é hora de negociar. Não se esqueça de que você também está lá para avaliar se a empresa é o lugar certo para você. E essa é sua grande chance. Prepare uma lista de perguntas que possam ajudá-lo a conhecer melhor a companhia:

    1. Como é um dia típico de trabalho nessa empresa? 2 Que responsabilidades terei nesse cargo? 2 A quem vou me reportar?

    2. Qual o tamanho da equipe da qual farei parte?

    3. Qual o estilo de gerenciamento da empresa?

    4. Como o(a) senhor(a) vê a empresa em cinco anos?

    NO DIA

    Não dê vexame. Saiba o nome e cargo do entrevistador, o local, a data e o horário da entrevista. Vista-se adequadamente para a ocasião. Procure conhecer o perfil da empresa antes, e use essa informação na hora de escolher roupa, sapato e acessórios. Por exemplo, se você for fazer uma entrevista para uma empresa de consultoria, é mais indicado que use o terno completo. Já se for para uma empresa de Internet, pode dispensar a gravata. De qualquer forma, os fundamentos são eternos. Evite perfumes fortes. Confirme se a roupa está limpa... Para as mulheres: evitem saias curtas demais, decotes cavados e tecidos transparentes. Nada de maquiagem pesada. Para os homens, nada de paletó amarrotado, pastas ou sapatos surrados. Verifique se as unhas estão aparadas e limpas. A barba deve estar feita. Administre bem seu tempo. Tente chegar 10 minutos antes da hora marcada. Leve cópias do currículo, anotações feitas durante a preparação sobre suas
    competências e objetivos, papel e caneta.

    DURANTE

    Não esqueça que você pode ser avaliado desde o momento em que pisa na empresa. Portanto, trate bem a secretária e os assessores e fique atento. Qualquer nova informação pode ser preciosa nessa hora. Tente manter sua autoconfiança. Afinal, ainda não existe empresa no universo que valorize profissionais inseguros e sem iniciativa. Reflita bem antes de responder. Não se precipite, mas também não enrole. Jamais dê respostas monossilábicas, como "sim", "não" e "é". Jamais fale mal do seu ex-chefe ou da empresa em que trabalhou. Isso mostra que você é pouco discreto e não sabe separar questões pessoais e profissionais. Não tenha receio de mostrar sentimentos de insatisfação ou raiva.. Pesquisas mostram que a visão crítica ajuda a convencer o entrevistador de que você é uma pessoa competente e que pode agregar valor. A pesquisa revela ainda que pessoas que demonstram atitude, em geral, têm um salário maior que as outras. Não saia da
    sala antes de fazer as perguntas ao recrutador. Verifique como será o processo de seleção daquele momento para a frente.

    DEPOIS

    Volte para casa e analise a entrevista. Verifique o que funcionou e o que não deu certo e como poderia melhorar na próxima ocasião. Se você não tiver notícia nenhuma após duas semanas, ligue para o recrutador e verifique se ele precisa de mais algum dado sobre você. Sejamos sinceros: nem mesmo toda essa preparação vai acabar de vez com o desconforto que é enfrentar uma entrevista. Afinal, trata-se de um momento em que você está sendo avaliado por um estranho — cada palavra, gesto e movimento podem fazer a diferença. Há o receio de ser mal interpretado, rejeitado e, por fim, de perder uma grande oportunidade. Mas se render ao desespero é a pior saída. Vá em frente. Prepare-se bem. Seja você mesmo — e procure sempre aprender algo quando se deparar com esse tipo de situação.

    Aprenda a se vestir no casual day

    O casual day liberou o guarda-roupa dos executivos e vem se tornando cada vez mais comum nas empresas. Mas o que fazer com essa liberdade? Sem saber, muita gente acaba metendo os pés pelas mãos na hora de se vestir. A seguir, Paulo Tavares, gerente de produto da confecção masculina Yachtsman, esclarece algumas das principais dúvidas dos profissionais.
    Em geral, as meias têm de combinar com o quê?
    A regra básica é combinar a cor da meia com a cor da roupa.
    Em qual ocasião é aconselhável usar meias brancas?
    Só com tênis, para fazer esportes. Ou, então, se você for médico. Com terno, jamais! Aliás, no ambiente de trabalho meias brancas são de um tremendo mau gosto...
    Qual o comprimento certo das meias?
    Prefira sempre as mais compridas. O segredo é não deixar um pedaço da perna aparecendo toda vez que cruzá-la.
    Como combinar sapato e cinto?
    Basta lembrar que o cinto deve ser da mesma família de cores do sapato...
    Dá para usar tênis no trabalho?
    Antes de qualquer coisa, é bom avisar: são raras as empresas que permitem tamanha informalidade. Mas se mesmo assim quiser arriscar, opte por um modelo em que a cor branca predomine, pois são menos extravagantes. E lembre-se: tênis com calça social, nem pensar! É só com jeans - e olhe lá!
    Qual é o certo: usar calça com ou sem pregas?
    Depende do seu gosto pessoal. As calças sem pregas são mais modernas - e podem ser uma solução para disfarçar a barriguinha saliente. As calças com pregas, ao contrário, ajudam a "engordar" os magrelos.
    Devo comprar calça esportiva de qual tecido?
    As ideais são de gabardine ou brim -- sempre em bom estado, sem vincos nem lavagens exóticas. Evite calças de tecido sintético de baixa qualidade e com brilho de ferro de passar nas costuras. Quanto às cores, aposte nos tons cáqui, verde-escuro, azul-marinho ou preto.
    Qual é o certo: barra lisa ou italiana?
    A barra italiana, virada para fora, é feita em tecidos e modelagens mais nobres. A lisa, por sua vez, é mais informal e, portanto, indicada para o casual day. Em tempo: a barra da calça é um dos itens mais sutis da elegância. Longa demais, empapada ou malfeita pode comprometer seu visual.
    Camisa pólo combina com casual day?
    Sim. A camisa pólo, depois de celebrizada por Lacoste, tem seu espaço garantido nos momentos casual. Além disso, é confortável e veste bem a maioria dos homens. Para não errar, escolha as lisas e de cores claras, mais discretas. Dependendo do tecido e da padronagem, as camisetas convencionais, de gola careca, podem dar um aspecto despojado à roupa. Mas nunca é demais lembrar que camiseta regata e aquela com o emblema do seu time de futebol devem ter seu uso limitado à praia e aos office-boys, respectivamente.

    Guia prático de fusões e aquisições

    Você já pensou na hipótese de sua empresa se fundir com a concorrente? O pessoal da Sadia e da Perdigão, anda pensando nisso. O estímulo para isso veio do anúncio de que as duas empresas estão juntando forças para atuar no mercado externo. Se existem negociações para uma união também no mercado interno, ainda são secretas. Mas pode ser que um dia elas façam como a Brahma e Antarctica e se tornem a Ambev da salsicha. A exemplo de Sadia e Perdigão, Brahma e Antarctica eram arqui-rivais, mas preferiram jogar no mesmo time e se tornaram a 3ª maior cervejaria do mundo. Há muitos exemplos de fusões internacionais, como a AOL/Time Warner, Daimler/Chrysler, Exxon/Mobil e Citicorp/ Travelers. Assim como as companhias estrangeiras, as brasileiras estão percebendo que a fusão é a maneira mais rápida de ganhar em escala e mercado, para competir na globalização. Prepare-se porque a próxima pode ser a sua. Não é fácil sobreviver a uma
    fusão. Os cortes de pessoal são (quase) inevitáveis num processo como esse. Por isso, o profissional preparar-se para enfrentar essa situação. Embora o comportamento mais adequado numa mudança não seja uma ciência exata, separamos bons conselhos para você seguir em caso de fusão.
    1- Evite a rádio boato e os corredores da mentira
    A falta de informação é normal em processos como esses. Mas vale a pena não dar crédito aos boatos de corredor. Em vez disso, procure informações sobre a nova empresa, sobre o futuro parceiro e as novas estratégias e valores organizacionais. Converse com seu chefe e apoie-se apenas em fatos concretos.
    2 - Não seja o advogado do diabo o tempo inteiro
    Atenção: uma postura contrária demais à fusão pode levá-lo a demissão. Se duas empresas investem milhões em uma operação complexa, elas não vão querer alguém que torça para dar tudo errado. No lugar de reclamar, observe as oportunidades que uma fusão ou aquisição pode oferecer.
    3 - Adote uma postura pró-ativa
    Não fique esperando as coisas caírem do céu. Coloque-se à disposição para ajudar e demonstre interesse em aprender. Você só tem a ganhar. Esse é um momento em que as diretorias estão preocupadas em como fazer melhor juntas o que faziam separadas.
    4 - Choque de culturas são normais
    Aprenda a lidar com as diferenças. Muitas vezes as empresas que se unem têm estratégias de mercado, de marketing e produtos muito diferentes. Assim como a mentalidade dos novos chefes. Lembre-se que eles possuem uma maneira diferente de ver os negócios e isso precisa ser respeitado.
    5 - Não coloque olho gordo no colega
    Analisar se o seu novo colega de equipe é melhor ou pior do que você é perda de tempo. Lembre-se que nesse momento o profissional valorizado é aquele que consegue trabalhar em equipe, adapta-se rapidamente ao novo cenário e tem capacidade para desempenhar várias funções.
    6 - Procure fazer o melhor
    Os bons profissionais são imprescindíveis em qualquer empresa. Portanto, se você é um profissional competente, com percepção de negócio de longo prazo, os seus novos superiores vão notar. Seu passe pode até ser valorizado, pois em momentos de fusão os headhunters saem à caça nas empresas envolvidas.
    7 - Saiba dizer não
    A empresa mudou radicalmente e seus ideais entraram em conflito com a nova realidade? Quando a situação chega a ponto, o melhor é negociar sua demissão da melhor forma possível. Mesmo que o seu perfil não combine com o da nova organização, você pode sim ter um lugar ao sol no mercado. Algumas dicas podem ajudá-lo na hora do adeus:
    Tente incluir no pacote de demissão um programa de recolocação para ajudá-lo a encontrar uma nova oportunidade
    • Aproveite a oportunidade para se atualizar.
    • Faça cursos e participe de palestras e eventos
    • Não saia por aí falando mal da sua antiga empresa
    • Não adote uma postura de vítima o tempo todo e acredite no seu potencial
    ________________________________________

    Teste de sobrevivência
    Para saber se você está realmente preparado para uma possível fusão, faça o teste. Responda todas as perguntas com sinceridade e clique em RESULTADO para saber quais são as suas chances de sucesso no futuro da empresa.
    ________________________________________

    Saída estratégica
    Mesmo participando ativamente do processo de compra da Heublein pela multinacional United Destillers, ambas do setor de bebidas, o funcionário de recursos humanos Arnaldo de Mello Franco jogou a toalha. Ele foi informado que sua área de atuação seria sensivelmente diminuída. Pensou bem e achou que era hora de trocar de ares. Fez certo. Franco negociou um bom pacote de benefícios e saiu de lá para o cargo de diretor de RH da São Paulo Alpargatas.
    E agora?
    No primeiro semestre de 1999, durante a compra da rede de magazines Mappin pelo Grupo Pão de Açúcar, Celso Antônio Marquez viveu o drama de uma fusão pouco transparente. Marquez era gerente-geral do Mappin e sabia que a instituição estava à beira do abismo. No entanto, tinha poucas informações para dar aos funcionários... "No final, conseguimos salvar todos os 834 empregos, inclusive o meu. Amadureci muito profissionalmente com tudo isso", diz. "Aprendi que mesmo numa derrota podemos sair como vencedores."

    AS 7 DIFERENÇAS DO LÍDER DO PASSADO PARA O LÍDER DO PRESENTE

    É notória a diferença entre o líder do passado e o líder dos tempos atuais,
    por várias razões.

    Primeiro: o líder do passado gostava de mandar; o líder moderno precisa
    convencer.

    Segundo: o líder do passado era autocrático, o líder moderno precisa ser
    democrata em suas decisões.

    Terceiro: o líder do passado cobrava por resultados a qualquer custo; o
    líder moderno precisa participar da evolução das tarefas pré-estabelecidas.

    Quarto: o líder do passado não ouvia sua equipe; o líder moderno precisa
    mais do que ouvir, precisa escutar sua equipe todos os dias para que as
    melhores soluções apareçam.

    Quinto: o líder do passado tinha pouca formação acadêmica; o líder moderno
    precisa estar sempre fazendo novos cursos e à medida do possível passando
    novas informações para sua equipe.

    Sexto: o líder do passado tinha sempre a palavra final (tipo sabe-tudo); o
    líder moderno precisa consultar sua equipe antes de qualquer decisão mais
    delicada que possa comprometer o trabalho da equipe.

    Sétimo: o líder do passado era fechado em seu mundo, o líder moderno precisa
    estar aberto, até mesmo às críticas da sua própria equipe.

    Enfim, você, que é gerente, supervisor, diretor, coordenador, ou seja, líder
    de equipe precisa saber que a liderança mudou radicalmente nesses últimos
    anos e a maneira como você encara essas mudanças fará toda a diferença no
    seu sucesso pessoal e profissional.

    É sempre bom lembrar que liderar é promover um ambiente saudável para que os
    resultados dos trabalhos a serem cumpridos tenham êxito.

    Pensem nisto. E boas vibrações para todos.

    As 12 perguntas mais freqüentes numa entrevista de emprego

    Tem uma entrevista de emprego e não sabe o que vão perguntar? Nós daremos uma ajuda para saber o que responder. Leia com atenção, treine e boa sorte!
    1. Fale sobre si.
    Esta pergunta é quase obrigatória em uma entrevista de emprego e deverá ser muito bem praticada para uma resposta sucinta, direta e, acima de tudo, que valorize o seu perfil profissional.
    2. Quais são seus objetivos a curto prazo? E a longo prazo?
    Seja específico e tente aproximar, de alguma forma, os seus objetivos aos da própria empresa. Respostas como "ganhar bem" ou "aposentar-se" são totalmente proibidas.
    3. O que o levou a enviar o seu currículo a esta empresa?
    Aproveite esta deixa para demonstrar que fez o seu "trabalho de casa" e fale sobre a atividade da empresa e a forma como o posicionamento desta a torna uma empresa de elevado interesse para qualquer profissional. Naturalmente, para responder a esta pergunta, é preciso fazer previamente uma pesquisa sobre a empresa. Vá ao site institucional, faça pesquisas usando mecanismos de busca, leia revistas da especialidade e converse com pessoas que trabalham ou já trabalharam lá.
    4. Qual foi a decisão mais difícil que tomou até hoje?
    O que é pretendido com esta questão, é que os candidatos sejam capazes de identificar uma situação em que tenham sido confrontados com um problema ou dúvida, e que tenham sido capazes de analisar alternativas e conseqüências e decidir da melhor forma.

    5. O que procura num emprego?
    As hipóteses de resposta são várias: desenvolvimento profissional e pessoal, desafios, envolvimento, participação num projeto ou organização de sucesso, contribuição para o sucesso da sua empresa, etc.

    6. Você é capaz de trabalhar sob pressão e com prazos definidos?
    Um "não" a esta pergunta pode destruir por completo as suas hipóteses de ser o candidato escolhido, demonstre-se capaz de trabalhar por prazos e dê exemplos de situações vividas em trabalhos anteriores.

    7. Dê-nos um motivo para o escolhermos em vez dos outros candidatos.
    Esta é sempre das perguntas mais complicadas, mas o que se espera é que o candidato saiba "vender" o seu produto. Isto é, deverá focar-se nas suas capacidades e valorizar o seu perfil como o mais adequado para aquela função e a forma como poderá trazer benefícios e lucros para a empresa.

    8. O que você faz no seu tempo livre?
    Seja sincero, mas, sobretudo lembre-se que os seus hobbies e ocupações demonstram não só a capacidade de gerir o seu tempo, preocupações com o seu desenvolvimento pessoal e facilidade no relacionamento interpessoal.

    9. Quais são as suas maiores qualidades?
    Aponte aquelas características universalmente relacionadas com um bom profissional: pro atividade, empenho, responsabilidade, entusiasmo, criatividade, persistência, dedicação, iniciativa, e competência.

    10. E pontos negativos/defeitos?
    Naturalmente que a resposta não poderá ser muito negativa, pois serão poucas as hipóteses para um profissional que diga ser desorganizado, desmotivado ou pouco cumpridor dos seus horários.
    Assim, o truque é responder partindo daquilo que normalmente é considerado uma qualidade, mas agravando-o de forma a parecer um "defeito". Ou seja, exigente demais, perfeccionista, muito auto-crítico, persistente demais, etc.

    11. Que avaliação faz da sua última (ou atual) experiência profissional?
    Não se queixe e, em caso algum, critique a empresa e respectivos colaboradores. Diga sempre alguma coisa positiva, ou o ambiente de trabalho ou o produto/serviço da empresa. Se começar a apontar defeitos ao seu emprego anterior correrá o risco de o entrevistador achar que o mesmo pode acontecer no futuro relativamente aquela empresa.

    12. Até hoje, quais foram as experiências profissionais que lhe deram maior satisfação?
    Seja qual for a sua escolha, justifique bem os motivos. Tente mencionar as mais recentes e que sejam mais adequadas aos seus objetivos profissionais.

    A entrevista de emprego, terror ou prazer?

    Não há porque temer uma entrevista. Ao contrário, é a oportunidade de mostrar ao selecionador sua personalidade e pontos fortes.

    A entrevista é uma conversa entre duas pessoas e deve ser encarada como tal. No entanto, é bom não esquecer que nesse momento você está sendo avaliado. Veja algumas recomendações para tornar a entrevista mais tranqüila, natural e agradável.

    No livro Como conduzir entrevistas eficazes*, o especialista John Fletcher explica quais são os principais objetivos de uma entrevista, tanto do ponto de vista de quem entrevista como do ponto de vista de quem é entrevistado:
    • Melhorar a performance de alguém;
    • Avaliar ou melhorar a moral, a motivação ou as atitudes de alguém;
    • Dar ou receber informação;
    • Permitir que o subordinado ou o chefe expressem seus pontos de vista ou façam um desabafo;
    • Melhorar sistemas, procedimentos ou implementar um novo programa de ação;
    • Esclarecer mal entendidos;
    • Descobrir se a última entrevista foi bem sucedida ou não;

    PLANEJAMENTO

    Planejar-se para uma entrevista é importante para que você fique mais seguro e transmita esse sentimento ao entrevistador.

    Pense quais são os seus objetivos e o que o seu entrevistador quer saber.

    1. Quem você é?
    2. O que você já fez?
    3. O que o seu último empregador acha de você?
    4. Que resultados conseguiu nos últimos empregos?

    Para responder a essas questões, leve seu currículo para a entrevista. Caso o entrevistador não tenha tido oportunidade de ler ou tenha lido há muito tempo, essa é a melhor forma de apresentar suas informações. Leve também o seu portfólio, que é o conjunto das suas realizações profissionais. Esse item é importante, pois é durante a entrevista que você terá a possibilidade de detalhar sua experiência.

    5. O que pode fazer pela empresa dele?
    6. O que pode conseguir para a empresa dele se continuar fazendo o que faz?

    Para essas perguntas, é necessário que você estude um pouco a empresa em questão. Descubra o máximo possível de informações sobre ela, número de funcionários, o que produz técnicas de venda e distribuição, relacionamento com o mercado, imagem junto ao público e à concorrência, problemas que está enfrentando. Em seguida, saiba para qual função o estão entrevistando. Verifique como você pode contribuir para a empresa com a sua experiência e formação e procure saber se há alguma coisa que você possa aprender para desempenhar melhor a função para a qual esta sendo cogitado.

    REFERÊNCIAS

    Provavelmente o entrevistador irá aproveitar a entrevista para pedir a você nomes de pessoas que possam dar referências a seu respeito. É importante ele saber como era o seu relacionamento profissional com o seu empregador anterior. Normalmente é dada preferência a quem foi seu superior imediato para perguntar sobre o seu desempenho no trabalho.

    Por esta razão, entre em contato com seus antigos chefes e peça licença para que o seu entrevistador fale com eles. Explique claramente que se trata de uma referência para um novo trabalho e diga que espera que eles falem bem de você. Se sentir que há hesitação do seu chefe anterior em falar bem de você, desculpe-se e desista. Não arrisque indicar alguém que pode dar referências ruins sobre o seu trabalho. Nesse caso prefira indicar um ex-colega.

    DURANTE A ENTREVISTA

    Lembre-se que o principal objetivo do seu entrevistador é saber como você pode ser útil para a empresa. Permaneça atento a isso.

    As respostas para as perguntas que fugirem desse objetivo devem ser curtas. Aprofunde-se um pouco mais apenas nas respostas de perguntas que abordarem o objetivo principal. Cuidado para não rodear demais e falar de assuntos que não interessam.

    Tente conduzir a discussão. Isto demonstrará firmeza, segurança e conhecimento.

    Não se deixe levar pela emoção. A entrevista não deve ser um processo frio, mas também não é ocasião para desabafar a respeito dos seus problemas íntimos.

    Seja, acima de tudo, ético e honesto. Jamais mencione pessoas com o objetivo de difamá-las, condenar suas atitudes ou queixar-se. Não minta em nenhum momento. Se julgar necessário omita alguns fatos da sua vida profissional, como ter ficado pouco tempo em cada emprego anterior ou ter sido demitido do último emprego. Mas se for perguntado, fale sem medo, explique as razões de maneira objetiva e natural. Entenda que não é crime ter sido demitido ou ter ficado pouco tempo em outros empregos – as situações de cada momento são diferentes – e você ganhará mais credibilidade com a franqueza e sinceridade.

    NA ENTREVISTA, PRESTE ATENÇÃO PARA NÃO.
    • Falar em demasia
    • Franzir muito a testa
    • Discordar de vários pontos
    • Ser dogmático
    • Mostrar impaciência
    • Ser emotivo
    • Ignorar perguntas
    • Mudar de assunto de repente
    • Desviar o olhar do entrevistador por muito tempo
    • Contar piadas

    A ENTREVISTA, SEGUNDO A PESQUISA

    A pesquisa "A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros", realizada pelo Grupo Catho, entrevistou 1.356 executivos de todo o país, todos em posição de entrevistar e contratar pessoas.

    As conclusões da pesquisa mostram, de maneira geral, como pensa o potencial empregador e como funcionam as regras de contratação das empresas.

    Aparência
    - Homens - Os respondentes preferem entrevistar candidatos que usem terno azul marinho (67,1%), sem barba e sem bigode (90%) e com cabelos curtos (99,8%).
    - Mulheres – A maneira formal é a preferida para as executivas do sexo feminino. O tailleur é a roupa considerada mais adequada para uma entrevista de emprego, com maquiagem leve e cabelos curtos.

    Restrições
    Os entrevistadores têm objeção em relação a fumantes (76,8%), obesos (73,3%), mulheres com filhos pequenos (62,6%), profissionais que ficam menos de 2 anos no emprego (93,8%), profissionais que têm um negócio próprio paralelo (87,6%), profissionais que estudam à noite (31,6%), profissionais que estão deixando um negócio próprio (48,4%), consultores independentes (61,4%), desempregados há mais de seis meses (50,4%), profissionais que lecionam no período noturno (41,9%), profissionais na faixa etária entre 45 e 49 anos (41,7%), profissionais na faixa etária entre 50 e 55 anos (66,2%), entre 55 e 59 anos (82,2%), e acima de 60 anos (90,9%).

    Testes
    Como complementação da entrevista ou até previamente à entrevista, para pré-seleção dos candidatos que serão entrevistados, as empresas têm utilizado testes de inteligência, personalidade ou aptidão em 27,3% dos casos. A avaliação grafológica é utilizada em 12,5% dos casos. Os resultados dos testes de personalidade são levados em consideração em 82% dos casos, os de nível em 76% e os grafológicos em 47% dos casos.

    Técnicas de dinâmica de grupo
    São utilizadas as técnicas de dinâmica de grupo, mais intensamente, para definir a contratação de executivos de alta gerência: em 49% dos casos.

    Duração de um processo de contratação
    Os processos de contratação de executivos têm duração, em média, de três a quatro semanas a partir do primeiro contato da empresa com o candidato até o oferecimento do trabalho.

    Número de entrevistas
    Os candidatos são entrevistados, em média, entre 2 e 3 vezes antes de receber uma oferta.

    NÃO FIQUE ANSIOSO

    Ficar um pouco ansioso e nervoso antes e durante uma entrevista é absolutamente normal. No entanto, quanto mais tranqüilo você estiver, mais fácil será transmitir uma imagem positiva ao selecionador.

    Lembre-se que se você foi chamado para uma entrevista é porque já foi aprovado na primeira fase do recrutamento, que é a análise de currículo. Isso é um ótimo motivo para que você se sinta confiante, afinal o recrutador já gostou das suas qualificações profissionais. Durante a entrevista ele só irá avaliar se a sua personalidade é compatível com a empresa.

    Não tenha medo de ser rejeitado, seja natural e verdadeiro. Se você é particularmente ansioso, não tente fingir que não é apenas tente controlar-se um pouco.
    • Respire profunda e lentamente antes e durante a conversa;
    • Responda as perguntas com calma e sem apressa;
    • Fale em tom normal, nem baixo, nem alto demais;
    • Pergunte sempre que não entender alguma coisa;
    • Seja racional, evite misturar emoção à conversa.

    Não esqueça que a entrevista é a oportunidade de mostrar suas qualidades, sua personalidade e impressionar o entrevistador.

    A estratégia dos pontos fortes

    A redação de um excelente currículo, uma negociação salarial de sucesso ou, ainda, a discussão de uma proposta de trabalho, tem que estar baseada na ênfase aos pontos fortes do profissional. Esses pontos devem ser valorizados no início do currículo, no começo da negociação salarial, na abertura da discussão de uma nova proposta.

    Como é fundamental ser verdadeiro, nem sempre é possível deixar de incluir informações que revelam pontos fracos. Nesses casos, algumas alternativas são possíveis:
    • Se puder, não mencione os seus pontos fracos;
    • Se não puder deixar de mencionar, deixe-os por último;
    • Se for possível, mascare os pontos fracos.

    SE PUDER, NÃO MENCIONE OS SEUS PONTOS FRACOS

    Enfatize seus pontos fortes quando for solicitado a comentar detalhes da sua carreira.

    Numa conversa profissional que envolve contratação ou promoção, quase sempre surgem perguntas que pretendem fazer com que você especifique detalhes de sua vida profissional. Vamos a alguns exemplos e como você pode responder adequadamente:

    Fale-me de você. Ninguém faz uma pergunta dessas para saber se você aprecia jogar tênis de mesa ou tocar violão nas horas vagas. O que se quer é saber quem é você dentro da empresa. Para responder coerentemente, você precisa analisar a sua vida profissional em três quesitos:

    - habilidade de desenvolver relacionamentos duradouros;
    - habilidade de influenciar outras pessoas;
    - habilidade de negociação.

    Um segundo pedido, comum em entrevistas, é o seguinte:

    Quais foram os resultados mais importantes que obteve em sua carreira? Novamente ninguém quer saber dos prêmios que ganhou na escola primária ou do trabalho voluntário que você pratica nos fins de semana. Quer saber que resultados profissionais efetivos você obteve. Também aqui é necessário que você conheça a respeito de três quesitos da sua vida profissional:

    - Como você lida com a crise;
    - A sua capacidade de resolver problemas;
    - Como você avalia desempenhos de indivíduos

    O terceiro pedido que ocorre numa entrevista:

    Por que você acha que eu deveria contratá-lo / promovê-lo? Aqui é importante lembrar o velho adágio que diz "se você não sabe para onde está indo, qualquer estrada o levará para lá". É preciso que você planeje a sua carreira, saiba o que quer e o que tem que fazer para consegui-lo.

    Os seus objetivos devem ser realistas, claros e mensuráveis. E você deve dizer ao seu entrevistador como os seus planos de carreira podem auxiliar a empresa que está contratando ou promovendo você.

    SE NÃO PUDER DEIXAR DE MENCIONAR, DEIXE-OS POR ÚLTIMO

    Privilegie seus pontos fortes, sempre e em qualquer instância. Alguns momentos, no entanto, exigem que você mencione as falhas, pontos fracos ou situações melindrosas. A alternativa é deixar por último, porque quando o seu entrevistador chegar a essa questão já estará bem impressionado pelos seus pontos fortes e tenderá a minimizar seus pontos fracos.

    Vamos ver alguns exemplos práticos:

    Ponto fraco: Você freqüentou universidade mas não concluiu o curso.

    Solução: Não minta. Dê pouca ênfase a este ponto em seu currículo, por exemplo, se você deixar a seção de formação acadêmica para o final e se disser "Estudei Administração de Empresas na Universidade Mackenzie". Você não disse que se graduou – não mentiu. Na entrevista, você pode seguir a mesma tática, respondendo que estudou, e não que se graduou. Mencione que o curso foi interrompido antes da conclusão apenas se for perguntado.

    Ponto fraco: Você é solteiro(a), separado(a) ou divorciado(a) mas vive com uma pessoa.

    Solução: Embora a modernidade tenha chegado às relações pessoais, ainda há muitos executivos, em empresas conservadoras, que se impressionam negativamente pelo fato de um seu colaborador graduado viver em situação familiar que eles consideram irregular. Até pouco tempo, era incomum as pessoas se separarem e se casarem novamente e, por causa disso, uma boa parte das empresas, tradicionais, vêem com certo preconceito a situação de pessoas que não são casadas. Se precisar, responda que vive maritalmente. É uma forma de responder sem muita precisão e sem dar muita margem a que se discuta a situação.

    Ponto fraco: Você tem mais de 45 anos.

    Solução: Não coloque sua idade no currículo e não inclua idade na conversa. Mas é claro que a sua aparência denunciará a sua idade, e o questionamento possivelmente virá. Mas até esse momento você já deverá ter tido tempo de mostrar que é um bom candidato, não importa que idade tenha, ou até mesmo que só conseguiu o nível de qualidade e competência em que está por causa da experiência que a vivência te você...

    SE FOR POSSÍVEL, MASCARE OS PONTOS FRACOS

    Ponto fraco: Você é agressivo.

    Solução: Corrija esse comportamento. As empresas detestam agressividade. Embora muitas vezes adotem o discurso de que seria bom ter uma pessoa assim para "botar fogo" na equipe, na prática odeiam os agressivos. Simplesmente porque agressividade implica em mudanças e não é possível manter a rotina "agressivamente". Você pode falar do quanto é agressivo, mas jamais aja com agressividade. Ao contrário, seja agradável e moderado com todas as pessoas em qualquer situação.

    Ponto fraco: Você detesta burocracia.

    Solução: Não perca energia tentando alterar a burocracia da empresa. Cada empresa é composta de pequenos grupos, e cada um tem as regras que estabeleceu para seguir, e que servem para protegê-lo. Pessoas que chegam e desafiam essas regras costumeiramente passam a ser mal vistas e correm riscos, pois a burocracia é a justificativa para a existência dessas regras. Aprenda a conviver com essa burocracia sem ficar dependente dela. E, acima de tudo, não mencione na sua entrevista a sua indisposição para com o conjunto de regras adotado pela empresa...

    A formalidade no trabalho
    Thomas A. Case *

    Hoje em dia, muitas empresas têm uma aparência de informalidade. Falando com as pessoas, é comum ouvi-las dizer que a formalidade acabou – e parece que a elegância que a acompanha está em decadência.

    O executivo é muito tentado a se vestir informalmente, ou porque ele acha isso "bacana" ou porque não acredita que a maneira como ele se veste pode influenciar seu sucesso profissional.

    Analisamos o tema "formalidade" na nossa pesquisa "A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros", feita com 41.395 executivos em 2003. Chegamos a uma conclusão que deve servir como conselho a todos os profissionais: a formalidade nunca está errada, inclusive ela é recomendada!

    Seguramente, você, leitor, está espantado com essa afirmação, mas veja algumas constatações da mesma pesquisa:
    • Em 60,86% das contratações, os entrevistadores reconhecem que a falta do uso de gravata por parte dos candidatos do sexo masculino influencia negativamente na decisão de contratação. Isso siginifica que a maioria dos entrevistadores prefere e aconselha que os executivos usem gravata e se vistam formalmente.
    • 73,75% dos respondentes falaram que dão preferência ao terno azul-marinho e preto para estes mesmos candidatos.
    • Nada de cabelo longo - 96,14% dos entrevistadores preferem homens de cabelo curto e 86,35% falaram que gostam de candidatos sem barba e bigode.
    • Para as mulheres, a formalidade não é diferente. Na hora da entrevista, 61,61% dos entrevistadores esperam que a candidata esteja vestida com tailleur.
    • Quanto ao comprimento dos cabelos das mulheres candidatas, a estatística mostra quase um empate entre os longos e os curtos.

    Nas empresas, em geral, 42,62% das pessoas se vestem formalmente. As mulheres são mais formais do que os homens - 53,04% delas se vestem formalmente contra 37,98% dos homens.

    A pesquisa também mostra, de maneira interessante, que à medida que o homem envelhece, ele vem a ser mais informal, o que nós acreditamos ser um erro. A formalidade não deve ser abandonada.

    Sem dúvida, existe a tendência da informalidade. 83,79% dos respondentes da pesquisa trabalham em empresas que permitem que executivos e profissionais se vistam informalmente num determinado dia da semana (casual day).

    Caro leitor, sei que você deve estar falando "Viu? Faz bem se vestir informalmente!". Eu digo para você que não, que isso faz mal para a sua carreira profissional. Se você está orientado para o sucesso, vista-se com elegância e formalidade, assim irá receber muito mais respeito, tanto em relação a sua pessoa como ao cargo que exerce ou pretende exercer.

    Muitas pessoas me perguntam como devem se vestir para as entrevistas de emprego, e a resposta é sempre a mesma: vista-se formalmente.

    Pense na seguinte situação: uma entrevista marcada na beira da praia, na cidade do Rio de Janeiro, ao meio-dia de um sábado.

    Como você deve se vestir? Você acha ridículo ir de terno e gravata?

    Se sim, pense em como vai se sentir o entrevistador, se ele estiver de terno e gravata e você não?

    Mas, atenção! O inverso é perfeitamente aceitável, ou seja, o entrevistador vestido informalmente e você, candidato, formalmente, mostrando respeito com a situação e o entendimento do seu papel.

    A formalidade te ajuda a marcar presença com mais impacto. Quem quer seguir em frente na carreira e ter sucesso deve pensar muito a respeito da sutil maneira de marcar presença.

    As "pegadinhas" das entrevistas de seleção
    * Cristina Balerini

    Quem participa de um processo seletivo, geralmente, fica temeroso à espera das tão famosas perguntas: “fale-me de você”, “quais seus pontos fortes”, “fale de seus pontos fracos”... Não tem jeito. Mas o que será que o selecionador espera ouvir de resposta? O que exatamente ele quer saber do candidato? Existe uma resposta padrão para essas perguntas que mais parecem uma pegadinha? Conversamos com duas consultoras do Grupo Catho, Ana Paula Dias e Paula Coutinho, para saber como o candidato deve se comportar nesses momentos. Vamos lá.

    Segundo Ana Paula Dias, ao fazer essas perguntas, o selecionador deseja conhecer um pouco da personalidade do candidato e se ele está adequado às exigências do cargo. “Nestes casos, o ideal é que o profissional mencione apenas aspectos positivos de seu comportamento, mesmo quando falar de seus pontos fracos. É importante dizer, por exemplo, que é perfeccionista, autocrítico, pois são características que na verdade serão interpretadas como positivas. Além disso, ainda falando de pontos negativos, pode-se mencionar características técnicas, porém nestes casos é importante destacar que já está se aperfeiçoando”.

    Mas será que dá para estabelecer uma resposta padrão? Ana Paula diz que não, pois depende do histórico profissional do candidato. Mentir, jamais; omitir é perdoável, por isso, responda apenas àquilo que o selecionador está perguntando. Ana Paula alerta que é perfeitamente possível perceber se o candidato está mentindo. “Isso vai depender muito da segurança que o profissional irá passar no momento da entrevista, porém, mesmo que a mentira não seja percebida no momento da entrevista, muito provavelmente ela será descoberta no momento de se conferir as referências profissionais ou até mesmo no dia-a-dia do profissional, caso o mesmo venha a ser contratado, o que com certeza irá prejudicar a sua imagem dentro da empresa”.

    Mas, atenção! Todo cuidado é pouco, pois ao responder a essas perguntas, você pode dar uma resposta inadequada.

    “O candidato deve procurar ser objetivo durante a entrevista e não se estender demais em assuntos que possam trazer algum ponto negativo referente a sua vida profissional”, comenta a consultora Paula Coutinho. E Ana Paula aproveita para enfatizar a importância de treinar antes de ir para uma entrevista de emprego, e a partir deste treino, avaliar o que pode ou não ser dito. “Existem algumas perguntas que são muito freqüentes durante um processo seletivo, como por exemplo: ‘Por que deixou o emprego anterior?’, ‘Fale sobre seu chefe’, ‘O que suas referências dirão ao seu respeito?’... O profissional deve treinar para estas questões e analisar quais os pontos negativos que surgem das mesmas e que devem ser disfarçados ou menos enfatizados”.

    Seu corpo fala por você

    No momento da entrevista, o candidato deve tentar se manter o mais tranqüilo possível. O selecionador também está atento a qualquer pequeno gesto. “Evite colocar pertences na mesa do entrevistador; não fique colocando a mão no cabelo a todo o momento (esta atitude deixa claro certo nervosismo)... Além disso, desligue o celular para não passar uma impressão negativa ao selecionador, explica Ana Paula.

    O selecionador está de olho em tudo que se passa durante o processo seletivo, pois qualquer atitude do candidato pode indicar uma característica de seu perfil, que será condizente ou não com a vaga em aberto. Por este motivo o profissional deve sempre estar atento a suas atitudes, inclusive durante um café.

    “Gestos de apoio, como olhar nos olhos ou balançar a cabeça para quem está falando, criam empatia (a menos que a outra pessoa perceba que você está escondendo sentimentos). Todos podem controlar a linguagem corporal, até certo ponto (mas não totalmente). Em resumo, siga as seguintes dicas: escolha suas palavras com muito cuidado e seja o mais sincero possível para não ser traído pelo corpo”, diz Paula, que ainda dá mais algumas dicas para que você preste atenção aos seus gestos:

    Ouço e aprovo - A cabeça pende e o olhar é amistoso, mostrando atenção e aprovação (mão no queixo é sinal de aprovação).

    Estou atento - Os olhos atentos e o corpo inclinado para frente indicam atenção e interesse (sobrancelhas levantadas demonstram interesse).

    Este é o meu ponto de vista - Gestos enfáticos com as mãos são uma forma de reforçar a mensagem verbal (mãos gesticulam para dar ênfase).

    Não estou bem certo disso - Morder a caneta indica a necessidade de cuidado e atenção. Demonstra, ainda, medo e insegurança (o olhar de viés aumenta a incerteza).

    Preciso de conforto - Uma mão afaga o pescoço e a outra abraça a cintura, indicando a necessidade de reafirmação (os braços apegam-se ao corpo, como forma de autoconsolo).

    Dúvidas e mais dúvidas - Massagear a região entre os olhos (fechados) revela conflito interno em relação ao que está sendo dito (olhos fechados e sobrancelhas franzidas expressam dúvida).

    ”Procuramos profissionais dinâmicos, pró-ativos, organizados, de fácil relacionamento interpessoal”

    Pois é. Você se depara com uma vaga com esses pré-requisitos e não sabe o que fazer? Como deixar isso claro para o selecionador? Veja o comentário de Ana Paula: “Este tipo de característica não deve ser mencionada no currículo, pois são informações subjetivas e que não podem ser avaliadas por meio de um documento. No currículo o profissional deve citar apenas situações concretas, ou seja, os resultados alcançados com seu trabalho, os conhecimentos e experiências na área de interesse, formação etc. No entanto, características subjetivas devem ser mencionadas no momento da entrevista, onde terá oportunidade de relacioná-las ao seu dia-a-dia de trabalho, dando maior credibilidade a elas.”

    Ana comenta, ainda, que esses pontos serão mais demonstrados que propriamente citados, no entanto, caso o selecionador questione sobre eles, o ideal é mencioná-los junto a um exemplo do dia-a-dia de trabalho, pois desta maneira dará maior credibilidade ao diálogo. Além disso, mesmo antes de ser questionado, se o entrevistado perceber a importância de determinada característica, poderá enfatizá-la, embutindo a mesma em algumas questões.

    Veja algumas perguntas e as respostas mais adequadas, segundo a consultora Paula Coutinho:

    - Como você descreve sua própria personalidade?
    Nunca descreva sua personalidade como MARCANTE, DIFÍCIL ou FORTE – para o selecionador estas características podem denotar uma pessoa “encrenqueira”, difícil de se conviver no dia-a-dia, ou forte demais a ponto de ser intransigente. Tente passar uma idéia de personalidade cooperativa, entusiasta, criativa, conciliadora, objetiva e prática. E fale de sua marca registrada: o que diferencia você das outras pessoas?

    - Por que você quer sair da empresa?
    Todo profissional entra em uma organização para resolver problemas. Se, passado muito tempo e sem uma clara visão externa da empresa, ele começa a FAZER PARTE do problema, está na hora de mudar de emprego (antes que façam isso por ele). Como dizer isso de forma mais amena para os recrutadores? Aí vão, novamente, respostas prontas que sempre funcionam: ‘Procuro novos desafios’, ‘Eu tenho um bom potencial, o mercado está ruim, mas eu acredito em mim’.

    - Quais seus objetivos em longo prazo?
    Fale em termos profissionais, sendo bem objetivo: ser diretor de engenharia, gerente-geral ou algo similar. Mostre que traçou metas, pretende fazer cursos, MBA e idiomas.

    - Quais são seus objetivos em curto prazo?
    Seja específico. "Quero ser gerente de vendas, por exemplo, ou outro cargo ascendente em minha carreira", lembrando sempre o cargo em questão.

    - O que você procura em um determinado emprego?
    Desafio, envolvimento e chance para contribuir para a empresa.

    - Você é capaz de trabalhar sob pressão e com prazos definidos?
    Sim. Dê exemplos de seus trabalhos anteriores.

    - Por que você acha que devemos contratá-lo?
    Conte os benefícios que você vai trazer e como pode, com seu desempenho, gerar lucros para a empresa.

    - Liste as cinco maiores realizações em sua carreira ou em seu emprego atual.
    Escolha bem essas realizações e mencione aquelas mais recentes e condizentes com seu objetivo profissional.

    - Quanto tempo necessita para trazer uma contribuição para a nossa empresa?
    Desde o primeiro dia e cada dia mais à medida que conhecer melhor a organização.

    - Quanto tempo pretende ficar conosco?
    Enquanto houver oportunidade para crescer, progredir e contribuir para a empresa.

    - O que você acha do seu chefe anterior ou atual?
    Nunca se deve falar mal. Cite algo positivo relacionado ao perfil profissional do mesmo, como "acho que é um profissional competente."

    - Você poderia descrever alguma situação na qual seu trabalho tenha sido criticado?
    Não deve reconhecer críticas ao seu trabalho, mas dizer que, às vezes ele foi discutido, mas não criticado.

    - Você é um líder? Dê exemplo.
    Responda a essa pergunta com realizações do seu passado.

    - Você ajudou a reduzir custos? Como?
    Exemplifique com resultados e realizações.

    - O que os seus subordinados pensam de você?
    Resposta sugerida: "competente, sou respeitado e admirado".

    - Fale sobre você.
    Essa resposta deve ser muito bem-praticada. Procure ser sucinto, direto e focalize os resultados. Fale somente sobre assuntos profissionais.

    - O que suas referências vão falar a seu respeito?
    Tente vender. Demonstre que eles vão falar positivamente a seu respeito, com elogios por sua capacidade de atingir resultados positivos. Aproveite para apresentar sua lista de referências nessa hora.

    - Que tipo de decisões são mais difíceis para você?
    Deve demonstrar sua capacidade analítica e dizer que aborda o processo decisório de forma lógica, identificando as alternativas e as premissas da decisão. Como ser humano, deverá dizer que as decisões mais difíceis são as aquelas referentes à vida de seus subordinados.

    - O que você sente dificuldade para realizar?
    Outra vez não se deve mencionar nada negativo, só positivo. Dizer que enfrenta as necessidades de seu trabalho e que não escolhe serviço.

    - Com que tipo de pessoa você encontra dificuldade para trabalhar?
    Novamente não mencione nada de negativo. Diga que você se adapta às necessidades do trabalho e que se relaciona facilmente, tanto com operários como com a diretoria da empresa.

    - Se pudesse começar tudo de novo, o que faria diferente em sua carreira?
    Deve mostrar ser uma pessoa segura. Dizer que basicamente não mudaria nada. Obviamente, existem pequenas coisas na nossa carreira que poderiam ter sido feitas melhores e deveriam ser corrigidas.
    Procure não mencioná-las.

    Atitudes que prejudicam o marketing pessoal

    MARKETING PESSOAL TAMBÉM É COMPORTAMENTO

    Não é somente a aparência que pode prejudicar o profissional... Normalmente, as pessoas que praticam marketing pessoal precisam tomar certos cuidados com a maneira como se comportam, uma vez que um simples gesto pode eliminá-lo de um processo seletivo. Inês Perna, consultora sênior da Divisão Case Consultores do Grupo Catho, afirma que várias atitudes podem prejudicar um profissional em situações formais como reuniões, entrevistas de emprego, almoços e jantares de negócios. Algumas delas são:
    • Não estar adequadamente vestido com a formalidade que a situação exige
    • Mascar chiclete
    • Falar sem olhar nos olhos do interlocutor
    • Ser arrogante e autoritário
    • Falar demais
    • Demonstrar ansiedade
    • Consumir bebidas alcoólicas durante jantares e almoços
    • Fumar
    • Chegar atrasado
    • Falar mal de ex-empregadores
    • Assediar o entrevistador
    • Invadir o espaço do entrevistador com palavras ou gestos
    • Colocar objetos na mesa do entrevistador
    • Não desligar o telefone celular ou atendê-lo durante a entrevista

    A acne, a obesidade e o mau hálito são fatores que também influenciam no marketing pessoal, mas de acordo com Inês Perna, alguns deles podem ser controlados. "Pessoas com mau hálito devem chupar uma bala minutos antes destas ocasiões para disfarçar o problema. Evitar comer alho e cebola antes de encontros formais também é uma boa dica", ensina a consultora. (leia também o artigo Dificuldade de comunicação ou desculpa para o mau hálito, edição 28 do jornal Carreira & Sucesso).

    O implantodontista doutor Sérgio Marques de Lima Neves vai mais longe e explica que o mau hálito pode ser causado por patologias bucais como cárie, doenças periodontais (na gengiva) ou até por problemas estomacais e fumo. Para resolver o mau hálito proveniente destes problemas, além de fazer um tratamento periódico, o dentista recomenda uma boa higienização. "Aconselho fazer uma boa escovação nos tecidos duros e moles da cavidade bucal, como dentes, língua, gengiva, bochecha e céu da boca".

    O consultor Rogério Martins afirma que estes fatores podem prejudicar, e muito, o marketing pessoal, principalmente se a pessoa não dobrar a atenção com outros cuidados. Inês Perna complementa, alertando que a acne não interfere em alguns processos seletivos, mas já a obesidade pode ser fator eliminatório para vagas que exigem uma ótima apresentação. "Dificilmente uma empresa contrata um obeso, pois ainda existe um preconceito de que as pessoas obesas são mais lentas, transpiram muito e as roupas não ficam elegantes."

    ATITUDES QUE NÃO PREJUDICAM O MARKETING PESSOAL

    Os profissionais interessados em colocar em prática o seu marketing pessoal devem levar em consideração alguns aspectos. É importante mostrar por meio da aparência física o seguinte conjunto: profissional + marketing pessoal = competência e experiência.

    O consultor Rogério Martins afirma que uma boa estratégia de marketing pessoal vai desde pequenos atos cotidianos como uma saudação, um aperto de mão e, um sorriso, até a elaboração de um plano de marketing pessoal com metas definidas, conforme os objetivos de cada pessoa.

    "A abordagem que utilizo é humanista, ou seja, de nada adianta vestir uma boa roupa se não tiver etiqueta a mesa" afirma. Levando em consideração que esta prática é uma mescla de diversas ações, "tanto pessoais, quanto técnicas", complementa.

    Outro fator de grande importância é o conhecimento. O profissional precisa estar sempre muito bem informado, principalmente sobre o assunto em pauta, no caso de uma reunião ou encontro de negócios. "Quanto mais informação souber sobre a reunião e os participantes, melhor", orienta. Durante estes encontros, é essencial estar sempre atento a todos os acontecimentos e agir com naturalidade.

    O marketing pessoal é a apresentação da sua imagem, o seu cartão de visitas, por isso a importância da aparência. "Conhecer a opinião de especialistas em moda e se atualizar com freqüência sobre o assunto é uma das estratégias de sucesso de quem pratica o marketing pessoal", ressalta Martins. E dá uma dica importante neste quesito: "Se tiver dúvida, use roupas clássicas, pois a possibilidade de erro é menor".

    Desvendando os mistérios das entrevistas de seleção

    De todos os instrumentos utilizados em um processo seletivo, a entrevista de seleção é considerada a ferramenta mais importante. Por meio dela é possível identificar se o candidato possui ou não o perfil adequado ao cargo e à cultura da organização. A consultora do Grupo Catho, Patrícia De Mônica Santos, explica que o profissional que procura uma nova colocação precisa ser um ótimo vendedor durante as entrevistas; tem de transmitir uma impressão favorável e convencer o entrevistador a contratá-lo. Portanto, é imprescindível treinar-se para as entrevistas. “Caso não pratique, o candidato cometerá todos os tipos de erros. E mesmo sendo extremamente qualificado para o cargo, poderá não conseguir a vaga devido ao mau desempenho”.

    Pra começar, prepare-se para responder a perguntas básicas e que, certamente, estão presentes em todos os processos seletivos. São elas:

    - Fale-me sobre seu maior sucesso profissional.
    - Mencione seu traço de personalidade mais marcante.
    - Quais os principais resultados obtidos em sua carreira?
    - Quais são suas ambições para o futuro?
    - O que você sabe sobre nossa empresa?
    - Por que você está procurando um cargo em nossa empresa?
    - Que qualificações você tem que o fariam ser bem-sucedido aqui?
    - O que é mais importante para você no trabalho?

    A lista não acaba mais. E o que vale, então, é você se preparar para responder a tantas perguntas. Ok, até aqui, sem novidades, não é mesmo? Afinal, todos nós já passamos e ainda passaremos por isso mais algumas vezes em nossas vidas. Agora, a novidade é que muitas empresas estão adotando algumas variações na hora de realizar a entrevista, e isso significa que você tem que estar preparado para falar com o selecionador à noite, pelo celular, quando você já está em casa, descansando.

    É isso mesmo. Existem hoje vários tipos de entrevistas: as já conhecidas, feitas pessoal e individualmente; as realizadas em grupo; pelo telefone; em inglês; pela Internet, numa espécie de Chat, e até em restaurantes, durante um almoço. E se você está pensando que tudo isso é feito para te pegar de surpresa, acertou! A idéia é essa mesma!

    "Geralmente os selecionadores propõem entrevistas fora do ambiente convencional na tentativa de elucidar critérios mais subjetivos da personalidade, os quais seriam mais difíceis de serem percebidos em uma situação mais formal. Acredita-se que um ambiente informal, como em um almoço, facilita a elucidação de traços de personalidade que poderiam ser mais facilmente encobertos diante de uma situação de maior pressão e formalidade", avalia Patrícia.

    Abaixo citamos algumas delas e como você deve agir nessas ocasiões. As dicas são dadas pelas consultoras Patrícia De Mônica e Cristiane Rodrigues Garcia:

    Entrevista pessoal
    A entrevista pessoal é uma das técnicas mais eficazes e baratas que pode ser utilizada em um processo seletivo. No entanto, ela não é tão simples como parece ser, ou seja, não basta simplesmente seguir um roteiro de perguntas pré-determinadas. É preciso ir além e ter a sensibilidade para captar o que não foi dito, é preciso sentir o que o candidato provoca no selecionador, é claro que não é possível avaliá-lo única e exclusivamente pela impressão causada, mas sem dúvida a primeira impressão é fundamental em todo o contexto da avaliação. É através do contato com o candidato que o selecionador poderá “sentir” se ele está ou não compatível com o perfil exigido para o cargo em questão. Este contato é insubstituível. “Acredito que este tipo de avaliação tem muito mais vantagens do que desvantagens. É preferível ‘perder’ um tempo maior na condução da entrevista pessoal a fazer contratações totalmente
    equivocadas que trarão prejuízos a médio e longo prazo”, avalia Patrícia. E Cristiane complementa: “A entrevista pessoal é sempre bem-vinda. Inclusive, é comum que em um determinado processo seletivo sejam exigidas mais de uma entrevista, sendo uma por telefone e outra pessoalmente, ou uma com a área de RH e outra com o futuro gestor do cargo, para se conhecer o candidato mais detalhadamente”. Vale dizer que a entrevista pessoal pode ser feita em grupo ou individualmente. “A entrevista em grupo é viável para se analisar a habilidade nas relações interpessoais, ou seja, como o candidato lida com a situação de ter que falar diante de outras pessoas, além de permitir uma avaliação de um maior número de pessoas em menor tempo”, diz Cristiane.

    Entrevista em inglês
    Durante uma entrevista em inglês os selecionadores terão como foco principal o nível de conhecimento que o candidato possui no idioma. E ela pode ser feita tanto pessoalmente quanto por telefone. “É fundamental conhecer o vocabulário da área que você atua e estar preparado para responder questões relativas à sua vida pessoal e profissional. Recomenda-se que o candidato não pronuncie palavras grosseiras e vícios de linguagem. É importante demonstrar que possui conhecimento do vocabulário e fazer avaliações regularmente, o que colabora para melhorar seu nível de domínio do idioma”, explica Patrícia.

    Entrevista por telefone
    Normalmente a entrevista por telefone é utilizada quando é necessário fazer uma triagem rápida. Desta forma, é possível eliminar candidatos pouco qualificados, avaliar seu real interesse pela vaga e corroborar os dados citados no currículo para posteriormente agendarem um novo contato.

    “A entrevista por telefone é interessante porque aborda o candidato de surpresa, podendo avaliar como ele lida em situações inesperadas, além de ser mais prática e rápida. Por outro lado, traz a desvantagem de não permitir o contato olho a olho com a pessoa entrevistada, podendo eventualmente provocar interpretações errôneas, em contrapartida com as vantagens da entrevista pessoal”, avalia Cristiane.

    Veja algumas dicas de como proceder para se sair bem:

    Esteja preparado para ser abordado a qualquer momento por um potencial empregador. Estude com antecedência perguntas e as respostas que podem ser formuladas e as tenha próximo a você.

    Procure falar com um tom de voz firme, porém sem arrogância. Tome extremo cuidado com erros de português, uma vez que causará uma má impressão.

    Certifique-se de que não há excesso de barulho e de que não será interrompido.

    Esteja preparado para encontrar saídas; os selecionadores gostam muito de propor problemas.

    Encare este processo com seriedade, uma vez que ele é eliminatório e poderá excluí-lo da seleção.

    Evite falar sobre salário: procure deixar este assunto para um outro momento mais propício, no qual terá condições de causar um maior impacto por meio de seu perfil profissional.

    Demonstre entusiasmo e que realmente quer a oportunidade e por fim tente marcar uma entrevista pessoal.

    “Ao realizar uma entrevista por telefone, o selecionador deseja verificar como o entrevistado lida com o inesperado, já que não se trata de uma situação convencional, qual o grau de facilidade ou dificuldade em pensar e agir em tempo curto diante de situações diferentes. No entanto, o mais importante é que ele argumente para agendar uma entrevista pessoal”, complementa Cristiane.

    Entrevista pela Internet
    A entrevista pela Internet diminui o tempo e o custo, uma vez que poderá ser realizada de qualquer lugar e a qualquer momento. Geralmente, o candidato recebe um link no qual agendará um horário previamente combinado com o selecionador. A entrevista transcorrerá como em uma sala de chat, mas particular, onde o entrevistador pergunta e o candidato responde. “Além disso, diferentemente da entrevista por telefone, é possível ter a transcrição das respostas dadas pelo candidato se a mesma for realizada via chat e assim ter um registro para possíveis avaliações. Outra possibilidade é a realização da entrevista por videoconferência”, explica Patrícia.

    Entrevista técnica ou por competência
    O foco das questões estará relacionado aos conhecimentos e experiências técnicas que o candidato possui. Neste caso, avalia Patrícia, não é possível prever a profundidade e a forma de abordagem de tal entrevista, nem o tipo de entrevistador. Será avaliada a capacidade do candidato relacionar informações e coordená-las de modo produtivo. “Recomendamos que o candidato esteja atualizado sobre as novidades em sua área para que consiga se sair bem nesta etapa do processo seletivo”, diz a consultora.

    E ao longo do processo...
    Agora que você já sabe como se comportar e o que esperar durante um processo seletivo, esteja preparado também para ser entrevistado por várias pessoas, desde o pessoal do RH até o presidente da empresa. Patrícia explica que, ao longo de todo o processo o candidato precisará demonstrar que realmente está qualificado para ocupar o cargo em questão.

    “O grau de dificuldade da entrevista tende a aumentar conforme o contato com o profissional responsável pela avaliação, ou seja, um gerente poderá exigir conhecimentos e competências pertinentes à sua área de interesse, enquanto um diretor poderá avaliar se você possui uma visão estratégica e se é capaz de olhar para a empresa como um todo, não se restringindo às atribuições que o cargo lhe compete”.

    Mas Cristiane alerta para o fato de que o comportamento não deve ser diferenciado, independentemente do entrevistador ser o gerente ou o presidente da empresa. “Quero dizer com isso que o candidato deve dar o melhor de si em qualquer entrevista, seja quem for o entrevistador. É importante pensar que o selecionador é que tem o poder de contratação naquele momento. Por isso é fundamental saber ‘se vender’ para qualquer pessoa que esteja aplicando alguma etapa do processo seletivo”.

    E sempre vale lembrar...
    Algumas atitudes são básicas, como chegar por volta de cinco ou dez minutos antes do horário agendado e estar formalmente trajado. Terno de cor escura para os homens e tailler para as mulheres que, em especial, devem tomar o cuidado com acessórios chamativos. Estar sorridente e confiante também são fatores importantes.

    “É fundamental que o candidato vá para a entrevista tendo argumentos do porquê deve ser contratado por uma determinada empresa, ou seja, em quê as suas qualificações podem contribuir para o desenvolvimento da organização e não o contrário. Esse é o ponto central do selecionador. Nesse momento, realizar uma pesquisa sobre a empresa é um recurso indispensável, pois ajudará o profissional a demonstrar seu interesse pela empresa e conseqüentemente em fazer parte da mesma”, explica Cristiane.

    Deve-se saber que uma entrevista de emprego não é um interrogatório, por isso o candidato também precisa contribuir para que se estabeleça um clima de conversa, fazendo perguntas pertinentes, daí a importância de se conhecer bem a empresa e a vaga em questão.

    “Durante a entrevista propriamente dita o candidato deve evitar demorar a responder ou desviar o olhar do entrevistador sempre ou por muito tempo. É preciso manter uma postura correta, que demonstre atenção e interesse. Também não é adequado falar ou discordar exageradamente, ignorar perguntas, interromper o entrevistador, contar piada, ser emotivo, implorar pelo emprego e ficar agitado”, diz Cristiane.

    De um modo geral, complementa Patrícia, é importante apresentar-se formalmente, com uma postura agradável e aparentar calma e relaxamento. As regras da boa educação são bem-vindas e devem ser praticadas com todas as pessoas que encontrar na empresa. “Procure não chegar atrasado, dormir bem na noite anterior e praticar exercícios físicos regularmente para manter um ar saudável. Neste momento ganhará o bom-senso, ou seja, mantenha o equilíbrio e nada de exageros em nenhum aspecto, seja na forma de vestir ou de falar. Lembre-se de manter um bom contato pessoal e de demonstrar seu real interesse pela vaga, uma vez que a entrevista é o momento mais importante e decisivo no processo de contratação”, conclui Patrícia.

    Dicas de Entrevista

    • Quando for a uma entrevista, chegue sempre no horário marcado e saiba com quem vai falar;
    • Esteja com a aparência impecável. Use roupas clássicas e discretas e exclua o jeans ou tênis. Prefira roupas sóbrias e de cores neutras. As mãos e cabelos também devem estar bem cuidados;
    • O seu primeiro contato com o entrevistador deve ser calmo e tranqüilo. Lembre-se que um rosto alegre ou um sorriso transmitindo entusiasmo é um recurso que sempre facilita a aproximação;
    • Memorize o nome do entrevistador ou dos entrevistadores. Procure chamá-los pelo nome, sempre que possível;
    • Demonstre confiança, fale com clareza, naturalidade e espontaneidade. Tenha cuidado com a gramática, uso de gírias e vícios de linguagem;
    • Além de estar apto a esclarecer pontos de sua vida profissional, você deve mostrar que está bem informado sobre assuntos relacionados com a empresa que quer trabalhar. Dessa forma, demonstra interesse pelo cargo e pode diferenciar-se dos demais candidatos;
    • Esteja preparado para responder sobre sua pretensão salarial, disponibilidade para viagens e limitações de horário;
    • Não se limite a enumerar cargos que ocupou em empregos anteriores. Procure mostrar também as contribuições que você deu à empresa e o que aprendeu;
    • Em hipótese alguma fale mal de antigos chefes ou empresas;
    • Evite assuntos polêmicos como política, futebol e religião;
    • Sempre que possível evite respostas como “sim” ou “não” e desenvolva um raciocínio completo tornando as respostas mais interessantes;
    • Não fume durante a entrevista;
    • Desligue o pager ou celular.

    Entenda as entrelinhas das entrevistas

    Para a discussão desse assunto, resolvemos inventar um personagem, dentro de uma situação fictícia.

    Imagine que você foi chamado, afinal, para uma entrevista. A empresa é boa, de médio porte, familiar – dirigida pelo proprietário – , tem vocação para a modernidade, tem fama de respeitar os funcionários e pagar de acordo com o mercado.

    Depois de tanto tempo procurando emprego, ou depois de tanto tempo sonhando com um novo emprego para poder reciclar a sua vida profissional, você bem merece um dia de descanso sem pensar em nada. Certo?

    Errado! Aproveite o dia para se preparar para a entrevista. Você pode estar tranqüilo em relação aos seus conhecimentos técnicos, mas uma entrevista mede muito mais do que isso. Em resumo, o empregador quer saber, numa entrevista, o que você já fez que deu certo em outras empresas, e o que poderá fazer pela empresa dele.

    COM QUEM VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FALANDO?

    Se você conhece a empresa que está chamando você para conversar, ótimo. Se não conhece, vá pesquisar. Consiga folhetos, pesquise em bibliotecas, pergunte a amigos e conhecidos, se possível fale com uma pessoa que trabalhe lá dentro. Conheça produtos e serviços da empresa. Fale, se puder, com fornecedores e clientes.

    Tem algum amigo que conhece o dono da empresa? Converse com ele, pergunte algumas coisas para identificar traços de personalidade da pessoa que vai entrevistar você. Se o seu potencial empregador é uma pessoa famosa, pesquise em jornais e revistas. Tudo o que você souber sobre ele e sobre a maneira como ele pensa pode ser útil.

    Agora sim, você está pronto. Mas não antes de deitar-se cedo e dormir umas boas oito horas de sono.

    NO DIA “D”

    No dia marcado você chega à empresa 15 minutos antes da hora, com uma roupa formal (terno escuro, camisa clara e gravata discreta, para homens, ou tailleur de cor pastel neutra, de preferência, para mulheres).
    • Seja cordial, sem ser efusivo.
    • Seja polido, sem ser submisso.
    • Seja atencioso, sem ser intrometido.
    • Seja objetivo, sem ser lacônico.

    O QUE ELE DIZ E O QUE ELE QUER DIZER

    Depois das amenidades rotineiras que manda o protocolo, o entrevistador mostra que gostou do seu currículo e pergunta:

    - Por que você está interessado em juntar-se à nossa equipe?

    1. Se você não está preparado, certamente responderá que ouviu muitas coisas boas a respeito da empresa dele e da política de recursos humanos, e que gostaria de integrar-se a uma empresa que está em fase de crescimento. No entanto, você vai perceber que não era bem isso o que ele queria ouvir, e tentará consertar com alguma coisa assim: “Achei que minha experiência poderia ser uma valiosa contribuição para os esforços de crescimento da empresa.”

    Mas aí já será tarde. Melhor você se despedir, ir embora e pensar em outra empresa. Porque nesta, você não terá mais chance.

    2. Mas se você está preparado, vai saber que, na verdade, ele está abrindo uma questão para a qual não deseja necessariamente uma resposta objetiva. Está dando a você a oportunidade de tomar a iniciativa e guiar a discussão sobre fatos específicos de suas qualificações.

    Sua melhor resposta deveria ser, por exemplo, esta: “Posso fazer uma pergunta antes de responder?”. Decerto que ele permitirá, e então você poderá pedir para que ele identifique o maior problema que a empresa enfrenta no momento. Ou então: “Antes de entrar em detalhes mais específicos, o senhor poderia me dizer...?” Sempre que fizer uma pergunta, use-a para descobrir mais sobre a empresa e suas necessidades, de modo a reforçar os seus argumentos para convencê-lo de que você é a pessoa que ele precisa contratar.

    A partir da resposta dele, você poderá rapidamente construir um discurso objetivo e breve sobre o que considera importante realizar, no nível da sua competência, para melhorar a eficiência da empresa.

    Não pense que você será tomado por arrogante. Ao contrário, o entrevistador ficará contente de ver que você se interessou pelos negócios dele e pelas soluções possíveis a serem implantadas na empresa. Não é este o funcionário que todo empregador gostaria de ter?

    Se você já enfrentou situação operacional semelhante à que ele relatou, aproveite para mencionar isto, e conte o que foi feito para corrigir o problema.

    Procure não se colocar na pele do salvador da empresa, mas de uma pessoa com conhecimentos suficientes para ajudar no desenvolvimento de programas.

    O JOGO DOS SETE

    As evidências positivas e negativas que um entrevistador manifesta não se mostram necessariamente só nas perguntas que fizer. As atitudes, o gestual, a expressão fisionômica, podem expressar coisas não ditas que podem ser usadas em seu proveito. Nessas entrelinhas, existem sete indicativos que podem ser positivos para a sua entrevista, por isso você deve estar bastante atento às atitudes do seu entrevistador.

    1. Ao encontrá-lo para a entrevista, ele foi caloroso e demonstrou conhecer bem o seu currículo.
    2. As perguntas que fez a seu respeito são profundas e anotou muitas das respostas.
    3. Ele discutiu intensamente os problemas da empresa com você.
    4. Ele apresentou você a outros executivos da empresa ou sugeriu que você falasse com outras pessoas.
    5. Ele começou a elogiar a empresa e a vendê-la para você.
    6. Uma outra posição também foi discutida.
    7. A entrevista ultrapassou uma hora.

    A PROPOSTA

    Raramente, uma oferta é feita na primeira entrevista. Portanto, depois que terminar a entrevista, de preferência ainda no mesmo dia, escreva uma carta para o entrevistador. O intuito é marcar a sua presença e fazê-lo lembrar-se de você de uma forma positiva. Outro objetivo é induzi-lo a te chamar novamente para outra entrevista.

    Esta carta, chamada de “follow-up”, vai distinguir a sua candidatura das de outras pessoas que ele estiver entrevistando. Não se esqueça de que provavelmente ele é um homem muito ocupado e que pode se esquecer de você. A carta vai fazê-lo se lembrar, especialmente porque não será apenas uma carta de agradecimento, mas que venda as suas qualificações para a posição. Se não receber uma resposta em dez dias, dê um telefonema. Se ele chamar você para uma outra conversa, o emprego será praticamente seu.

    Executivos jovens enfrentam déficit de memória

    Segundo especialistas na área de recursos humanos, o profissional que o mercado de trabalho quer atualmente é generalista, atento, rápido e multifuncional. Um executivo que se preocupa com a sua atualização profissional e com o direcionamento da sua carreira, sabe trabalhar em equipe e visa ao crescimento da empresa em que trabalha. E para se manter em dia quanto a todos estes requisitos, os executivos estão se preocupando cada vez mais com a sua carreira, sendo bombardeados com tarefas e informações, além de tentarem lidar com a cobrança da família e da empresa. Todas estas exigências e cobranças estão trazendo um problema até então comum a pessoas de mais idade: um déficit na capacidade de atenção e de memória.

    Ana Maria Alvarez é fonoaudióloga, especializada em linguagem pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia, doutoranda em Fisiopatologia Experimental pela Faculdade de Medicina da USP, professora do Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica (Processamento Auditivo e Comunicação de Leitura Escrita) e membro do Grupo de Estudos em Linguagem, um núcleo profissional multidisciplinar de estudiosos e pesquisadores da área de linguagem. Juntamente com este grupo formado por fonoaudiólogos, neuropsicólogos, psicólogos psicanalistas e psicossociais, Ana Maria acaba de divulgar os resultados de uma pesquisa que realizou, e realiza até hoje, junto a centenas de pacientes que apresentaram queixas de perda de atenção e memória na procura por um profissional da área de saúde. "O bom é saber que em adultos, a falta de uso da memória pode ser transitória e claramente recuperada para um bom nível funcional, inclusive este tem sido o meu
    trabalho", explica.

    Na verdade, ela enfatiza que o que ocorre não é bem uma perda de memória, mas sim um menor desenvolvimento da atenção ativa. E esta degeneração precoce está sendo notada em profissionais cada vez mais novos, distribuídos em distintas áreas de atuação. "O problema é preocupante, uma vez que pode comprometer a produtividade dos executivos". Ainda segundo Ana Maria, os primeiros sintomas da perda de memória eram comuns, até algum tempo, em pessoas com mais de 50 anos, e não dos 20 aos 40, como vem acontecendo atualmente. "Só o aprendizado constante garante uma memória saudável.. E desenvolver o poder de atenção é hoje um desafio para os novos profissionais. É preciso aprender a exercitar a memória para isso", afirma Ana Maria.

    Frases que condenam o candidato numa entrevista de emprego

    CUIDADO COM A SUBJETIVIDADE NA HORA DA ENTREVISTA

    É assim que a vice-presidente do Grupo Catho, Adriana Gomes, define a entrevista: um momento permeado de subjetividade em meio a muitas atitudes.

    "Acho que podemos enumerar vários cuidados que o candidato deve ter no momento da entrevista para que a sua contratação não fique comprometida."

    Segundo ela, se o profissional chegou até a entrevista é porque já teve o seu currículo analisado e está dentro do perfil definido pela empresa. O que o entrevistador pretende, no momento da entrevista, é medir a postura, as atitudes e os conhecimentos técnicos deste candidato.

    "E isso tudo é medido ao mesmo tempo, durante a entrevista, sem esquecer que todas as atitudes do candidato continuam sendo observadas depois da contratação."

    Adriana enumera as principais falhas cometidas em entrevistas de emprego, inclusive em forma de frases:

    Inverdades
    Mentiras e inverdades têm pernas curtas, principalmente quando as situações inventadas não condizem com o profissional que está sendo avaliado. E isso independe da posição que ele irá ocupar ou da empresa em que irá trabalhar. Não minta no currículo e na entrevista, fale somente sobre experiências e competências reais.

    Não estar dentro do perfil da vaga
    Muitos candidatos enviam os seus currículos para todos os lados na esperança de conseguir um emprego. É bom saber que esta atitude quase nunca funciona. Ela pode ser reconhecida com a frase: "Ah, eu não tenho o perfil exato que a empresa procura, mas vou mandar o meu currículo mesmo assim..."

    Tenha certeza de que a vaga se encaixa ao seu perfil profissional antes de enviar o seu currículo ou marcar uma entrevista. No mínimo, navegue pelo site da empresa para saber como ela trabalha e como é a área em que atua. O essencial é ter conhecimento desta área e dominar tecnicamente a função que irá desempenhar. Uma dica é procurar nos anúncios de emprego da Internet e de jornais algumas palavras-chave do que a empresa espera do futuro colaborador.

    Insegurança
    A insegurança do entrevistado é transmitida pela lentidão para responder perguntas, pela falta de precisão em suas respostas e pela falta de exemplos para dar, quando solicitados. É importante não confundir nervosismo (que é normal durante um processo seletivo) com insegurança. O entrevistador sabe separar as duas coisas e vai insistir no que quer saber até o entrevistado responder.

    Saiba sobre o seu currículo
    Durante a entrevista, o mínimo que o entrevistador espera do entrevistado é que ele saiba os detalhes da sua vida profissional, como, por exemplo, o motivo de alguns períodos em branco no histórico profissional. O currículo é a história da vida do candidato. Ele não está ali para responder perguntas sobre a vida de D. Pedro I ou questões de história do Brasil, mas sim detalhes sobre um personagem que conhece muito bem: ele mesmo. Para isso, o que vale é estar preparado para responder qualquer dúvida que o futuro empregador venha a ter.

    Falta de iniciativa
    Outro pensamento comum e que nem sempre dá certo: "Acho que consigo fazer isso, mas só vou ter certeza depois do dia-a-dia no trabalho."

    Desmotivação
    O entrevistador percebe a motivação do candidato pelo interesse que ele tem pela empresa e pela vaga que vai ocupar. Por isso, pergunte sempre.

    Um fraco aperto de mão
    Não há atitude que demonstre mais medo e falta de decisão do que um aperto de mão fraco. Aperte a mão do seu entrevistador com firmeza e segurança.

    Interesse na remuneração
    Cabe à empresa, por meio do profissional que está comandando o processo de seleção, falar sobre remuneração. Se o profissional foi procurado por uma empresa que sabe o valor da sua última remuneração, existe 99% de chance de o salário oferecido ser maior do que o que ele recebia.

    Gírias
    A entrevista de emprego deve ser encarada como uma conversa formal. Não use gírias.

    Erros de português
    Cometer erros de português, seja na hora de escrever ou de falar, tira pontos de qualquer profissional que concorre a uma vaga, independente da empresa.

    Imprecisão
    "Ah, eu acho que..." e "Ah, não sei...", são frases típicas de quem não tem muita certeza das coisas. É melhor evitá-las durante a entrevista de emprego. Uma resposta vaga só é perdoável se a pergunta for muito abrangente.

    Adriana Gomes lembra que, muitas vezes, estas atitudes são tão subjetivas que o candidato nem percebe que está errando. "Cuidado quando falar que acha determinada tarefa muito complicada ou que não sabe se dá para trabalhar dentro do prazo estipulado pela empresa. Todo cuidado é válido."

    O maior erro das pessoas que procuram emprego

    Quem procura emprego está vendendo seus serviços. Quem contrata, está procurando comprar uma solução para algum problema. A essência do processo de contratação é uma identificação do problema que existe e uma comunicação da solução desse problema.

    Quando eu falo com as pessoas que estão procurando emprego e pergunto: "O que você faz?", elas em geral me dizem: "Sou um gerente de finanças" (ou de marketing, supervisor de produção etc.). Raramente alguém fala em solucionar algum problema.

    Quero encorajar você a redefinir o que você faz. Fale em termos do tipo de problema que você soluciona. É um grande diferencial na procura de emprego. Vou colocar alguns exemplos:

    - "Eu crio campanhas de marketing de baixo custo."

    - "Eu vendo contratos de prestação de serviços de grande vulto para as empresas."

    - "Eu racionalizo processos de produção para reduzir custos."

    - "Eu crio programas de motivação para melhorar o clima organizacional."

    - "Eu organizo bancos de dados no sistema Oracle."

    Note como cada colocação acima pode ser interpretada como a solução de um problema. Comunicar isso é bem mais eficaz do que dizer: “Sou gerente financeiro” ( ou de produção, ou de recursos humanos ou de informática).

    Empresas contratam pessoas para solucionar problemas. Você vai se comunicar muito melhor com as empresas se você se apresentar como a solução de problemas.

    Imagine a diferença da resposta de uma empresa se você enviar uma campanha de cartas dizendo que você está procurando uma oportunidade de resolver determinados problemas, em vez de dizer que você está procurando emprego como gerente ou qualquer outra função.

    Quero encorajar você a fazer uma profunda reflexão sobre os tipos de problemas que sabe resolver. Muitos de vocês terão dificuldade em defini-los. Trabalhe nisso! Trabalhe na definição dos problemas que você é capaz de resolver e alguém vai contratar você!

    À medida que você amadurece profissionalmente, você deve ter como objetivo ser guru em algum assunto, na solução de algum tipo de problema. Se você vir a ser verdadeiramente um guru, nunca vai faltar trabalho para você!

    Após os 45 anos de idade, aproximadamente 50% dos executivos perdem lugar no mercado de trabalho - muitos porque não conseguem definir os problemas que solucionam e porque não são guru em algo.

    Logo, para conseguir o tão sonhado emprego, você deve saber comunicar bem as soluções que oferece. O resumo de qualificações do seu currículo deve deixar claro quais são os problemas que você soluciona. Suas cartas de e-mail de divulgação também. Seu mini-currículo no site Catho Online também deve mostrar quais são os problemas que você soluciona. Em seu networking, fale sempre sobre as soluções que você pode oferecer para as empresas.

    Perguntas pessoais em uma entrevista

    em geral, em uma entrevista de emprego são feitas perguntas sobre assuntos profissionais, porém, em alguns casos os entrevistadores perguntam sobre a sua vida pessoal. Nesta semana, vou dar dicas de como responder a algumas perguntas deste tipo.

    Qual deve ser o seu posicionamento quando o entrevistador perguntar sobre a sua família, sobre o seu hobby, se você fuma ou se tem tatuagens? Deve demonstrar desconforto e irritação, pensando que ele não tem nada a ver com a sua vida particular? Nunca faça isso! Vamos ser realistas: ele tem o seu emprego nas mãos e uma simples resposta desagradável da sua parte pode minar as suas chances de conseguir a tão sonhada oportunidade.

    Você tem que ser político. Deve responder pensando no que o entrevistador quer escutar. Mas nunca minta. Alguns detalhes negativos da sua vida particular podem ser omitidos. Fale o mínimo possível quando a sua vida particular tiver implicações na área profissional.

    Mas quais são as perguntas pessoais normalmente feitas em uma entrevista?

    Primeiramente, querem saber se você tem estabilidade familiar. Provavelmente, o entrevistador vai perguntar se você é casado. Para os solteiros, costuma-se perguntar se moram com os pais ou sozinhos. A intenção é saber se você tem um núcleo familiar sólido. Uma dica: se você se divorciou recentemente, omita. Por quê? Porque, em geral, as pessoas ficam instáveis psicologicamente nos primeiros seis meses depois do divórcio.

    Para as mulheres, normalmente vem a pergunta sobre filhos. Se você tem intenção de ter filhos em breve, omita. Ninguém quer contratar funcionárias que sairão de licença-maternidade meses depois. Caso a candidata já seja mãe, o ideal é mostrar que isso não atrapalha as suas atividades profissionais. Se você deixa seus filhos na escola, na creche, com a babá ou com a avó, fique tranqüila, pois o fato de ter filhos não vai ser visto de forma negativa pelo entrevistador. Dizer que deixa os filhos com a avó é uma ótima resposta, pois esta nunca falha, está sempre disposta a cuidar dos netos!

    Uma outra pergunta pessoal comum é sobre o que você gosta de fazer nos horários livres. Dizer que gosta de assistir televisão é uma péssima idéia. Mostra acomodação e preguiça. A prática de exercícios físicos atrai os entrevistadores. Eles gostam de candidatos que têm energia. Os que participam de maratonas, por exemplo, são os preferidos.

    Algumas empresas querem saber se o candidato fuma. Para quem fuma, a única resposta aceitável é: eu não fumo no ambiente de trabalho. Uma pesquisa realizada pelo Grupo Catho revela que 81% dos executivos têm alguma rejeição a fumantes, e por isso nunca você deve dizer que fuma no período de trabalho. Se você fuma, recomendo que pare. Será bom para a sua saúde e para o seu desenvolvimento profissional. As tatuagens também podem acabar com as chances de conquistar um emprego. Em uma entrevista, elas devem ser escondidas, pois alguns entrevistadores acreditam que não são apropriadas para o ambiente de trabalho.

    Concordo que ninguém tem o direito de mandar em sua vida particular. Mas vamos ser realistas: a sua vida pessoal vai influenciar em seu trabalho, vai influenciar as pessoas que trabalham com você. Portanto, é bastante natural o empregador se preocupar em conhecer mais profundamente cada um dos seus futuros colaboradores. Você também será beneficiado, pois se for admitido pela empresa terá mais chances de trabalhar em um lugar onde os valores são semelhantes aos seus.

    Pontos fracos: O que fazer?

    É comum, em uma entrevista de emprego, você ter que falar sobre os seus pontos fracos. Primeiro, vem a pergunta sobre os seus pontos fortes. Aí, o candidato fala com desembaraço sobre suas características positivas, mas quando tem que fazer uma auto-análise, procurando as fragilidades, ele se perde. Não sabe o que fazer.

    Concordo que é um dilema. Ninguém gosta de falar sobre as suas fraquezas. Mostrar os nossos pontos positivos é sempre bom, massageia o nosso ego. Agora, falar sobre o que poderíamos melhorar é sempre difícil. Ainda mais em uma entrevista. Não é o lugar para falar sobre nossos defeitos e fragilidades.

    Algumas pessoas infringem a regra número um da entrevista. Mentem! Não se deve fazer isso nunca. Sempre tenho dito isso em meus artigos. Omitir é socialmente aceitável, mas mentiras certamente te desclassificação da seleção.

    Alguns, quando vem a pergunta sobre as fraquezas, falam sobre características que são, na verdade, positivas. Dizer que trabalha demais, é exigente, ou então que é impaciente para atingir resultados são características positivas. Essas respostas são muito manjadas e não soam bem. Não é o que o entrevistador quer escutar. São respostas decoradas, e não sinceras. Outras se saem piores ainda. Colocam à luz do dia tudo o que deveria ser escondido. Nunca faça isso. Como disse, omitir é socialmente aceitável.

    Mas afinal, como você deve reagir quando vier essa pergunta? Lembre-se: você deve manter um ambiente positivo. Então, falar sobre os seus pontos fracos não vai ajudar em nada. Não vejo nenhum motivo para que a pessoa fale mal dela mesma. Tenho pensado muito sobre essa questão, e cheguei à conclusão que a melhor saída é: não fale sobre as suas fraquezas. Diga que o seu ponto fraco é não saber falar sobre os seus pontos negativos. Você não estará mentindo, apenas omitindo características negativas, que não precisam ser expostas em uma entrevista.

    PORTFOLIO: Apresentando-se com criatividade
    Thomas A. Case *

    Muitos executivos chegam às entrevistas exibindo apenas a si próprios, sem qualquer recurso visual. Tentam convencer o entrevistador de que são qualificados, mas sem nenhum exemplo concreto de seus trabalhos. Falta-lhes objetividade e credibilidade.

    Esses executivos seriam despedidos se trabalhassem como vendedores para empresas de serviços de alto custo ou bens de capital. Qualquer vendedor que se preze traz consigo seu catálogo de vendas com exemplos, fotografias e referências do produto.

    Sem esse recurso visual fica difícil a um vendedor receber pedidos. Muitos executivos conseguem uma colocação sem seu "catálogo de vendas", mas seriam mais convincentes se o tivessem, e receberiam mais "pedidos" de seus serviços.

    Estes conselhos representam para você, no mínimo, mais oito horas de trabalho; porém, o retorno deste investimento será grande. Prepare um portfolio ou um dossiê sobre suas atividades. Isso o ajudará muito nas entrevistas.

    Pode imaginar o quanto você seria mais convincente se tivesse um livro de vendas/ dossiê sobre si mesmo? Se pudesse mostrar exemplos e fotografias do seu trabalho quando o entrevistador perguntasse que posição você ocupava na organização? Não seria interessante se mostrasse um organograma bem traçado? Imagine que ele te pergunte: - Diga-me o que fez em seu último emprego? E você responda: - Deixe-me mostrar alguns catálogos de produtos que vendi, uma cópia do orçamento de meu departamento, exemplos de propaganda de mala direta que eu criei.

    Sei, pela experiência que tenho na contratação de pessoas para minha própria empresa, a Catho, e com base em centenas de recrutamentos para empresas-cliente, que o que o entrevistador quer saber é se o candidato está ou esteve envolvido com o seu trabalho.

    Se o candidato é um realizador, deve fazer este trabalho extra de preparar um dossiê sobre si mesmo. Dará outro exemplo da sua seriedade, envolvimento e vontade de executar um trabalho extra.

    O trabalho extra de preparar um dossiê ajuda a diferenciá-lo de outros candidatos. Poucos são os profissionais que se propõem a elaborar esse catálogo e, consequentemente, aqueles que o fazem causam uma impressão melhor e conseguem obter uma vantagem competitiva.

    Os executivos tendem a ter problemas com o nervosismo no momento da entrevista. Não é de estranhar que fiquem nervosos, considerando que estão tentando efetuar a importante venda de seus próprios serviços, sem qualquer recurso visual ou auxílio. O dossiê ajuda a eliminar o nervosismo na entrevista. Você terá detalhes em que se apoiar e, obviamente, ganhará autoconfiança.

    "Uma imagem vale mais do que mil palavras". É um velho ditado muito eficaz numa entrevista. Se puder mostrar uma fotografia em resposta a uma pergunta, você se comunica melhor e mais rápido, de forma mais objetiva, além de aumentar sua credibilidade.

    Espero que agora tenha se decidido a investir as oito horas de trabalho no dossiê, tendo em vista o retorno do investimento. Então vamos prosseguir com a elaboração desse levantamento.

    Um dossiê deve mostrar capricho e começar pela seleção da melhor encadernação ou capa que puder encontrar. Uma elegante capa de couro estará revelando um cuidado extra. Deve colocar os documentos em envelopes plásticos. Utilize os mais encorpados que encontrar... Evite aqueles muito baratos e finos.

    Agora, o material a ser incluído: Sugiro que organize seu dossiê da mesma forma que o currículo cronológico. Faça separações para cada empregador e reúna o material a ser apresentado.

    Incluir fotografias, gráficos de desempenho, organogramas, cartas de recomendação, anúncios, catálogos de produtos, etc.

    Trabalhe firme no seu dossiê. Ele o ajudará a encontrar uma colocação melhor.

    Preparação para contatos e entrevistas
    Thomas A. Case *

    O executivo que procura emprego é igual a um vendedor de alto nível, precisa fazer muitos contatos e entrevistas em diversas empresas. Quem já conversou com um vendedor da IBM provavelmente notou que, em geral, para atuar ofertando seus grandes computadores, os vendedores possuem uma excelente aparência. Eles comunicam credibilidade e entusiasmo devido à maneira como se vestem e se apresentam. Durante muito tempo, a IBM foi famosa por exigir de todo seu pessoal o uso do terno azul-marinho ou cinza com camisas brancas. Barbas e cabelos compridos eram proibidos.

    De forma semelhante ao vendedor da IBM, o executivo terá muitos contatos e entrevistas e a maioria delas durará uma hora ou menos. Seus entrevistadores darão opiniões a seu respeito, em torno da sua aparência. Lembre-se sempre do velho ditado: "Raramente temos uma segunda chance para criar uma primeira boa impressão". Antes de sair à rua buscando seus contatos e agendando suas entrevistas nas empresas, prepare-se para criar uma boa impressão. Invista em si mesmo!

    Todas as vezes em que precisei procurar emprego, me equipei pessoalmente. Cortava o cabelo, vestia uma belo terno (azul-marinho ou cinza), colocava um bom relógio e levava minha melhor caneta. O objetivo era me apresentar com uma aparência que comunicasse seriedade, de um profissional bem-sucedido, trabalhador, enérgico, simpático e jovem em atitudes.

    Para mulheres, a maneira mais formal também é a mais adequada. Os executivos mostram em pesquisas uma preferência por candidatas de tailleur (blaser, blusa e saia, sendo o blaser e a saia do mesmo tecido). É desejável que a maquiagem seja leve.

    Executivos(as) deverão ter uma elegante pasta para levar o seu dossiê, currículos e outros materiais a serem utilizados durante a entrevista. Vale a pena investir e comprar esse acessório, mas que seja elegante e de boa qualidade. Para homens, preta é a cor mais recomendada. Sua pasta merece muita atenção. Lembre-se de que durante uma entrevista ou contato é bem possível que você tenha de abri-la. Se ela estiver bonita e organizada será mais um ponto comunicando que você é uma pessoa cuidadosa e bem sucedida.

    O investimento em seu novo visual fará com que se sinta bem mais confiante para enfrentar os contatos e as entrevistas. O dinheiro não será gasto por vaidade e sim para vender sua imagem. Você estará investindo em sua carreira!

    Infelizmente, muitos de nós possuímos de 10 a 20 quilos a mais do que deveríamos. A gordura indica uma pessoa com menos energia e que está envelhecendo. É exatamente essa impressão que não podemos transmitir nas entrevistas e contatos.

    Nessas situações é preciso irradiar entusiasmo, uma das qualidades mais apreciadas pelos entrevistadores. Forçar esse estado de espírito é difícil, mas existe uma maneira completamente natural: o exercício físico ajuda tremendamente as pessoas a ter disposição e gosto pela vida. Esse entusiasmo será projetado naturalmente nas entrevistas.

    Tenho ouvido muitas vezes dos meus clientes de recrutamento e seleção que os candidatos não transmitem entusiasmo e, por isso, não são contratados. Para solucionar esse problema, só posso recomendar uma hora por dia de exercício físico.

    Já posso ouvir você dizendo que não tem tempo. Pois repense a sua rotina e encontre um momento para isso. Garanto que o investimento de uma hora por dia de exercícios trará retornos incalculáveis, você se tornará outra pessoa.

    Para iniciar, recomendo um exercício leve de uma hora por dia que pode ser só andar. Depois, pouco a pouco, envolva-se com o cooper, natação ou ginástica aeróbica. Caso você tenha acima de 40 anos e não faz exercícios regularmente, recomendo que consulte o seu médico para evitar qualquer risco à saúde.

    Ainda que aproximadamente 22% da população fume, o número de executivos fumantes está caindo. Se você for um deles, tome alguns cuidados especiais para não ofender seus entrevistadores ou contatos. Muitos não fumam e não é conveniente que você o faça na frente deles. Nossa pesquisa mostra que 70% dos executivos têm alguma restrição à contratação de fumantes.

    A pessoa que fuma muito comunica sinais bastante desagradáveis ao seu interlocutor – fica com mau cheiro e mau hálito. Muitas vezes, seus dedos estão amarelos de nicotina e seus dentes também não são brancos. Recentemente, entrevistei um executivo fumante que possuía barba branca. Sua barba, porém, estava amarelada em torno da boca – não preciso dizer que ele não conseguiu emprego...

    Sei que estou pedindo muito. Todavia, recomendo aos fumantes que aproveitem essa oportunidade para melhorar mais um pouco sua imagem perante seus entrevistadores e contatos deixando de fumar. Seu grau de entusiasmo se elevará muito. Será bem mais fácil ser "entusiasta".. E também você não terá o cheiro desagradável e os dedos amarelados causados pelo cigarro.

    Agora, imagine a nova pessoa que você será se seguir estas orientações. Comunicará uma imagem de executivo bem-sucedido, energético, entusiasta. Sentir-se-á bem e confiante para enfrentar seus entrevistadores.

    As pessoas que não seguem as orientações, especialmente no que se refere à aparência – como se vestir, cortar a barba e o cabelo – poderão sofrer bastante. Quero contar a história de um executivo do Rio de Janeiro, que eu ajudei a encontrar uma nova colocação. Ele era diretor financeiro, tinha trabalhado durante muitos anos para uma grande multinacional americana. Aos 47 anos foi demitido. Demorou quase um ano para conseguir uma nova oportunidade em uma empresa brasileira. Após dois anos foi demitido de novo e chegou ao meu escritório apavorado, pois já estava com 50 anos. Como já tinha esperado um ano para conseguir uma recolocação da primeira vez que ficou desempregado, estava temeroso de que desta vez pudesse demorar ainda mais.

    À primeira vista, ele tinha toda a razão pois sua aparência estava ruim mesmo. Não fazia nenhum exercício, fumava, vestia-se mal e não tinha um bom corte em seu cabelo. Eu o aconselhei sobre o que era necessário fazer no seu visual. Ele resistiu no início, porém seguiu meus conselhos. Fez um grande esforço e parou de fumar. Foi uma vitória. Começou a fazer exercícios. Até que era muito agradável, pois morava perto da praia de Copacabana e começou a andar todos os dias na praia.

    Mudou o visual. Comprou alguns ternos novos, cortou o cabelo e também perdeu uns cinco quilos com um moderado regime. Eu falava com ele toda semana. Era possível perceber as mudanças de semana para semana. Não deu outra, nós o emplacamos como diretor financeiro de uma multinacional no Rio de Janeiro em dois meses.

    Saiba como responder perguntas difíceis durante a entrevista
    Cristina Balerini

    Todo processo seletivo é muito difícil. As dificuldades vão desde a elaboração do currículo até as fases finais do processo, como as entrevistas com os gestores da área responsável pela contratação. É nesse momento que surgem aquelas perguntas que sempre deixam o candidato numa situação embaraçosa. Você deve imaginar do que estou falando: “quanto você quer ganhar?”, “por que deixou ou quer deixar seu emprego atual?”, “fale-me seus pontos fracos” etc., são apenas algumas delas.

    Para ajudá-lo a se sair bem, respondendo a contento ao selecionador, conversamos com duas consultoras do Grupo Catho: Patrícia De Mônica e Ana Paula Dias. Siga essas sugestões e conquiste sua vaga no mercado de trabalho. Boa sorte.

    Quanto você quer ganhar?
    Essa é uma das mais complicadas e difíceis de serem respondidas. “Recomendamos que você não seja o primeiro a indicar um valor. É importante frisar que gostaria de ganhar de acordo com o mercado de trabalho, e que para situar o selecionador quanto ao seu perfil você poderá indicar sua faixa salarial atual. É adequado citar apenas a remuneração direta sem bônus e comissões para não espantar o selecionador. Ressalte que você é flexível quanto a esta questão e devolva a pergunta questionando sobre a faixa salarial do cargo em discussão”, sugere Patrícia.

    Para Ana Paula, este momento dependerá também do poder de barganha do candidato, ou seja, se o mesmo estiver empregado, seu poder de negociação será maior, uma vez que não depende financeiramente desta proposta. Neste caso, a resposta deverá ser a seguinte: “Estou bem-empregado. Logicamente, para deixar meu atual emprego, quero ganhar mais. Para situar-lhe, posso dizer que estou ganhando o seguinte...”. “É adequado especificar a remuneração direta, os benefícios e bônus. Porém, ainda assim, não é adequado dizer o quanto deseja ganhar. Já no caso de um profissional desempregado, o poder de barganha é bem menor. Neste caso, o candidato deverá também demonstrar flexibilidade, no entanto, deve mencionar que deseja ganhar de acordo com o mercado”, complementa.

    É importante manter-se atualizado sobre a média salarial paga pelo mercado de trabalho. Para obter estas informações, você poderá consultar gratuitamente a pesquisa salarial do Grupo Catho acessando aqui.

    Por que saiu ou quer sair da empresa em que está atualmente?
    “A resposta a esta pergunta dependerá muito do verdadeiro motivo que fez com que o candidato deixasse a empresa anterior. No caso de demissão, será necessário dizer a verdade, uma vez que provavelmente as referências serão verificadas. Caso a demissão seja referente a uma diminuição de custos ou a uma reestruturação na empresa, não será vista de maneira muito negativa pelo selecionador, pois demonstra que a saída não esteve diretamente relacionada ao desempenho profissional, neste caso será adequado citar o número de funcionários demitidos no mesmo período, pois uma informação deste tipo dará maior credibilidade ao discurso”, comenta Ana Paula.

    Mas cuidado para não querer aproveitar a chance e falar mal da empresa, do chefe imediato, dos colegas... Vale sempre mencionar informações que demonstrem o bom desempenho profissional no período em que permaneceu na companhia, além de falar sobre sua busca por melhores oportunidades.
    “Destaque que está em busca de novos desafios e crescimento profissional. É importante deixar claro que você sabe o que quer e que tem um plano de carreira definido e que como não vê mais possibilidades de desenvolvimento profissional na organização, você traçou como estratégia a busca por uma nova oportunidade”, diz Patrícia.

    Por que você acha que será útil para a nossa organização?
    Ao ser questionado sobre o motivo pelo qual você se julga útil para a organização, a recomendação é para que aproveite esta pergunta para continuar vendendo as suas principais qualificações, pois para a empresa o mais importante neste momento é avaliar se você será capaz de trazer os lucros esperados. “Recomendamos que indique os principais resultados obtidos nas empresas em que atuou e que você tem muito a contribuir com a organização. Demonstre entusiasmo e muita força de vontade, já que estas características são muito desejadas pelos empregadores”, comenta Patrícia.

    Quais seus pontos fortes?
    Ao responder a esta pergunta, procure destacar características universalmente desejadas pelos empregadores, tais como capacidade de trabalhar em equipe, iniciativa, entusiasmo, persistência, dedicação, responsabilidade e competência. “Apenas tome cuidado para não destacar características de personalidade que não possui, uma vez que as mesmas acabam sendo demonstradas e percebidas pelos selecionadores e passar uma imagem divergente do que se é, além de soar falso, fará com que você perca a credibilidade do recrutador”, alerta Patrícia.

    Quais seus pontos fracos?
    Muitos profissionais tentam "sair pela tangente" ao serem questionados sobre seus pontos fracos, indicando características que na verdade são positivas, como perfeccionismo, autocrítica e impaciência. “Neste momento o candidato poderá citar também características técnicas, como falar mais de um idioma ou realizar uma pós-graduação. Porém, as mesmas não devem ser muito relevantes para a vaga que estiver concorrendo. No caso de optar por citar uma característica técnica, é importante ressaltar que já está em busca de suprir esta necessidade”, explica Ana Paula.

    Já Patrícia sugere ao candidato que assuma pelo menos um ponto fraco que não seja tão prejudicial para o cargo ao qual ele está concorrendo e ressalte tudo o que está fazendo para contorná-lo. “Desta forma, o candidato demonstrará que está consciente de suas deficiências e que está interessado em contorná-las”.

    Por que você quer trabalhar conosco?
    É imprescindível demonstrar que você é o candidato ideal para a vaga em questão. Fale sobre seus reais interesses em trabalhar na organização, comente sobre o que você tem observado sobre a empresa e sua atuação no mercado. “O ideal é que você pesquise este tipo de informação antes da entrevista, desta forma você poderá basear seu discurso naquilo que já sabe sobre a empresa, o que impressionará ainda mais o selecionador. Além disso, você se destacará em relação aos candidatos que não sabem nada sobre a organização”, sugere Patrícia.

    Fale-me sobre você
    Quando o selecionador pede para que o candidato fale sobre ele mesmo, deseja ouvir informações a respeito de seu perfil profissional. “É importante, neste momento, citar características pessoais, mas que estejam diretamente ligadas a sua vida profissional, como por exemplo o fato de ser uma pessoa persistente e objetiva no que faz. É importante, também, demonstrar estabilidade emocional”, avalia Ana Paula. Você pode dizer, por exemplo, que é um profissional pró-ativo que tem metas e objetivos definidos.

    Quer fazer alguma pergunta sobre nossa empresa?
    Esteja preparado para fazer perguntas inteligentes, que demonstrem seu interesse e preparo e que tragam informações que você julgue necessárias. A consultora Patrícia acredita que perguntas honestas, às quais você realmente queira uma resposta, terão mais impacto do que aquelas perguntas preparadas ou previsíveis. “Você poderá questionar sobre o tipo de negócio da empresa e questões referentes às tarefas que realizará”.

    Fale-me sobre o seu relacionamento com seu (ex) chefe e (ex) colegas
    Hoje em dia, os selecionadores buscam profissionais que sejam capazes de trabalhar em equipe, uma vez que este tipo de situação é primordial para o sucesso da empresa. Desta maneira, não será adequado mencionar que já passou por algum problema de relacionamento nas empresas em que atuou, pois os empregadores poderão interpretar esta informação de maneira negativa.

    “Além disso, o entrevistado não deve falar mal das empresas ou dos profissionais com quem trabalhou, pois não é ético e os entrevistadores não apreciam comentários negativos durante as entrevistas de emprego. Dessa maneira, o mais adequado é fazer comentários positivos a respeito do perfil do (ex) chefe e dizer que sempre se relacionou muito bem com seus colegas de trabalho”, aconselha Ana Paula.

    E Patrícia complementa: “Relacionamento é, sem dúvida, uma das principais palavras da atualidade. Hoje em dia, quem não se relaciona bem poderá encontrar inúmeras dificuldades em obter sucesso na carreira. Se não puder falar muito sobre (ex) colegas e (ex) chefes, cite somente algo positivo como ‘Acredito que é um profissional competente no que faz’. Isso já basta”.

    Como agir diante de dinâmicas de grupo um tanto quanto estranhas
    A dinâmica de grupo é uma atividade utilizada pela maioria das empresas e consultorias de Recursos Humanos para avaliar as características dos candidatos. Muitas vezes os candidatos são colocados diante de situações que parecem absurdas mas que, na realidade, servem para que o selecionador descubra habilidades e pontos de seu comportamento.

    “De uma maneira geral, para sair-se bem na dinâmica de grupo é necessário manter a calma. Ficar nervoso durante o processo não vai adiantar nada e só vai prejudicar. É necessário que o candidato tenha jogo de cintura para lidar com imprevistos e saber improvisar, saber ouvir e principalmente saber se colocar, expor e defender suas idéias”, diz Ana Paula. E Patrícia conclui: “Aja com naturalidade às tarefas propostas para que você tenha maior chance de ser escolhido”.

    Saiba como se portar em dinâmicas de grupo

    A dinâmica de grupo é usada para identificar conflitos entre pessoas, mas pode ser utilizada em um espectro muito mais amplo.

    Através da dinâmica de grupo é possível comparar o comportamento de pessoas de diferentes níveis submetidas a um mesmo ambiente e uma determinada situação. Isso facilita o processo de triagem e seleção daqueles que serão levados à uma entrevista individual.

    Não há como se preparar para uma dinâmica de grupo. O que será analisado é o seu comportamento e posição diante de uma situação teste. Um recrutador experiente conseguirá enxergar aspectos da sua personalidade muito claramente. Portanto, é melhor não tentar disfarçar ou fingir. Procure agir o mais naturalmente possível e não contrarie a sua natureza.

    No entanto, apenas para que você fique mais alerta nesse momento, selecionamos alguns valores que as empresas geralmente consideram importantes e desejáveis em qualquer posição:

    Iniciativa – Candidatos que deixam para falar por último, passam a impressão de serem muito cautelosos ou terem pouca iniciativa. Mas se essa não é uma característica da sua personalidade, não se force a falar antes de todos só porque sabe que isso é um ponto de avaliação importante. O recrutador perceberá rapidamente se a atitude estiver sendo forçada.

    Determinação – Essa qualidade não deve ser confundida com obsessão. Cuidado para não exagerar quando quiser demonstrar que sabe perseguir um objetivo.

    Criatividade – Candidatos criativos são geralmente observados com atenção pelos recrutadores. Saber usar a criatividade nas horas certas é uma grande qualidade. Apenas fique atento para não abusar desse recurso e transmitir a impressão errada.

    Conhecimento – Embora sejam mais bem analisados na entrevista individual, mostrar conhecimentos gerais durante a dinâmica de grupo impressiona bastante. E para isso você pode se preparar. Leia bastante, atualize-se sobre o que se passa no mundo. Tome cuidado apenas para não parecer esnobe e arrogante.

    Habilidades de relacionamento – Esta é definitivamente uma das características mais avaliadas em uma dinâmica de grupo. Enfatizamos: não tente ser o que você não é, aja naturalmente.

    Caso você não tenha se saído muito bem em um teste da dinâmica de grupo ou tenha reagido de forma que possa ser mau interpretado, não se preocupe, dificilmente você será testado uma única vez durante o processo.

    Cada qualidade ou defeito é analisado várias vezes durante uma mesma dinâmica, porque o avaliador sabe que diante de determinada situação o candidato pode se sentir ameaçado, constrangido, amedrontado, etc.

    EXEMPLOS DE DINÂMICA DE GRUPO

    Já dissemos que cada dinâmica de grupo serve para um propósito diferente. Observe os dois exemplos a seguir para entender melhor.

    1) Propõe-se a um grupo de 10 pessoas um problema hipotético:

    Em 20 minutos uma bomba atômica cairá sobre a região onde estão. Como o ataque já era esperado, já existe um abrigo especial, mas que só comporta 11 pessoas. Os 10 participantes, que têm lugar assegurado, precisam então escolher, em consenso, mais uma pessoa para levar, entre três que estão de fora: um portador do vírus da AIDS, uma freira e uma menina. Não há como levar mais de uma pessoa e quem ficar de fora estará com a sentença de morte decretada.

    Diante das diferenças culturais, emocionais, sociais e familiares que farão com que cada um tenha uma prioridade, o objetivo é saber como cada pessoa trabalha o consenso, se consegue liderar ou como aceita a liderança, como apresenta suas idéias e argumentações para fazer com que os outros aceitem sua prioridade.

    2) Propõe-se ao candidato que avalie positiva ou negativamente um programa de televisão e apresente sua posição de improviso para o grupo.

    A intenção, nesse caso, é medir a habilidade do candidato em lidar com outras pessoas (respeito, consideração, polidez, etc), argumentar, verbalizar e organizar idéias.

    Esses são apenas dois exemplos de dinâmicas de grupo, utilizadas principalmente para áreas que exigem contato com o público. Não significa que a dinâmica que você participará será como estas.

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  2. #2
    Hardware Review Avatar de Xandelly
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    Re: Do Currículo à entrevista tudo o que você precisa para um ótimo Emprego INFÁLIVEL

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    O Fórum OverBR®, bem como seus Administradores, mantenedores, colaboradores e toda a equipe que formam o quadro, não possuem responsabilidades sobre a vaga de Emprego aqui publicada.

    Informamos que somos apenas uma ponte, entre o candidato e a Empresa. Somos parceiros de um banco de dados de empregos no ramo da Tecnologia e Informação, Engenharia e Serviços relacionados a prestação de serviços em CPD e TI. Fazemos nosso papel social, criando melhores oportunidades do candidato encontrar sua recolocação no mercado competitivo, que é atualmente o mercado dde trabalho.

    Não somos resposáveis pela veracidade das informações das vagas aqui publicadas e não enviamos currículo ou encaminhos para as oportunidades descritas.

    Lembramos que este serviço é totalmente GRATUÍTO e sob hipótese alguma, encaminhamos, avaliamos, atestamos ou pedimos currículos para candidatos. Este procedimento será de livre e espontânea vontade dos leitores que aqui navegam. O Fórum OverBR® não possui e não tem vínculos com nenhum empresa de RH no mercado Nacional.

    Navegue a vontade, envie quantos currículos desejar e boa Sorte na sua busca por melhores oportunidades.

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    Carlos Xandelly
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  3. #3
    Membro Junior Avatar de junim
    Cadastrado em
    Dec 2009
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    Re: Do Currículo à entrevista tudo o que você precisa para um ótimo Emprego INFÁLIVEL

    Maravilha de tópico!!
    não li tudo, li uns 30%, mas já ajudou muito!

    Vlw Xandelly
    Q82@V8 | 4890Vapor-X | 4GB 800 | 2x320GB+500GB WDB | 750TX | P5KPL | Logitech G15+G500+X530 | LG W2243 | Loading Case...

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